Vídeo: Michelle Bolsonaro chora, pula e recita hino após aprovação de Mendonça

Pastor, Mendonça contou com o lobby entusiasmado da primeira-dama, que é evangélica e foi até o Senado para comemorar o fim da votação mais apertada para condução de um ministro ao STF dos últimos tempos

Parece que o discurso de defesa ao Estado laico feito pelo novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça durou pouco. Vídeo gravado no seu gabinete logo após ser aprovado em sabatina no Senado mostra pessoas reunidas para comemorar agradecendo fervorosamente a Deus.

Uma das que mais chama a atenção é Michelle Bolsonaro. “Terrivelmente evangélica”, a esposa do presidente Jair Bolsonaro (PL) dá pulinhos, chora e recita palavras que, segundo os evangélicos neopentecostais, são uma manifestação do Espírito Santo. 

Ela também abraça Mendonça e os familiares do ex-AGU dizendo “obrigada, Jesus” e “obrigada, meu Deus”. “Glória a Deus”, complementa o novo ministro.

Veja o vídeo:

Pastor, Mendonça contou com o lobby entusiasmado da primeira-dama, que é evangélica e foi até o Senado para comemorar o fim da votação mais apertada para condução de um ministro ao STF dos últimos tempos – o placar no plenário foi de 47 votos a favor e 32 contra.

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“Um salto para os evangélicos”

Minutos depois de ser aprovado pelo plenário do Senado para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), onde deu várias declarações moderadas em defesa da laicidade do Judiciário, o recém-nomeado ministro André Mendonça, um evangélico radical apadrinhado de Jair Bolsonaro, já fez um discurso de forte teor religioso.

“Um passo para o homem, mas um salto para os evangélicos. Uma responsabilidade muito grande, uma nação de 40% dessa população que hoje é representada no Supremo Tribunal Federal”, declarou o ex-advogado-geral da União, um dos mais fundamentalistas pentecostais integrantes do governo extremista de Bolsonaro.

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Carolina Fortes

Repórter colaborativa no site Emerge Mag e antiga editora-assistente no site da Jovem Pan. Ex-repórter no site Elástica. Formada em jornalismo e faz a segunda graduação em Letras na Universidade de São Paulo (USP). Acredita no jornalismo como forma de impacto social e defende maior inclusão e representatividade.