terça-feira, 29 set 2020
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Vídeo: Roberto Jefferson defende guerra civil para manter Bolsonaro

Antigo líder da tropa de choque de Fernando Collor, Roberto Jefferson está cada dia mais comprometido com a defesa de outro presidente em risco de queda. O ex-deputado e condenado por corrupção no caso do mensalão afirmou nesta quarta-feira (29) que a saída de Jair Bolsonaro não será aceita por sua base de policiais e incitou uma guerra civil no país.

“Essencialmente, quem faz a base do Bolsonaro? Policial civil, policial militar, bombeiro, policial rodoviário, policial federal, militar na ativa, militar reformado”, disse. “É uma base forte e disposta a luta. É uma base de leões. Se tiver que ir para luta, vai. Se tiver que defender o chefe, esse grupo vai. Eles vão para a rua e vão defender. E nós também.”

As declarações foram dadas em entrevista via internet para a jornalista Leda Nagle, que demonstrado simpatia pelo bolsonarismo. Perguntado sobre o risco de uma ocorrer guerra civil em caso de deposição de Bolsonaro, Jefferson sinalizou que sim: “e eu aposto no nosso grupo”.

O presidente nacional do PTB ainda admitiu que tem incentivado a ideia entre apoiadores do presidente que integram as forças de segurança, com discursos que misturam religião e o bicho papão do comunismo.

“Ontem eu falei em uma live em grupo fechado de policiais, policiais e agentes penitenciários, 750 mil homens e mulheres. A energia que passava, do culto à família e a Deus. Eles entendem que a família é a trincheira contra o comunismo. É a resistência contra os braços longos do comunismo chinês”, afirmou Jefferson.

Ricardo Ribeiro
Ricardo Ribeiro
Correspondente da Fórum na Europa. Jornalista e pesquisador, é mestre em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra e doutorando em Política na Universidade de Edinburgh. Trabalhou na Folha de S.Paulo, Agora e UOL, entre 2008 e 2017, como repórter e editor.