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15 de fevereiro de 2014, 13h58

“Vivemos tempos de conotação fascista”, diz Erika Kokay; assista

Em discurso no plenário na Câmara dos Deputados, Erika Kokay respondeu o discurso de Carlos Heinze, o qual classificou como "criminoso"

Em discurso no plenário na Câmara dos Deputados, Erika Kokay respondeu o discurso de Carlos Heinze, o qual classificou como “criminoso”

Por Redação

 

Para Erika Kokay, discurso de Carlos Heinze é “criminoso”

Na última quinta-feira (13) a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) foi a plenário responder o discurso do deputado Carlos Heinze (PP-RS) que, em uma audiência pública de ruralistas, afirmou que “índios, gays e quilombolas são tudo o que não presta”. Kokay declarou que o discurso de Heinze é criminoso, que vivemos “tempos de conotações fascistas” e que, como o Brasil ainda não viveu o luto da ditadura e da escravidão, constrói a democracia nos “tropeços”.

“O presidente da frente parlamentar da agropecuária disse, de forma criminosa, que índios, gays e quilombolas são tudo o que não presta. Eu quero dizer a este deputado que o que não presta é a homofobia, o que não presta é o racismo, o que não presta é a desigualdade, o que não presta é esse sentimento”, protestou Kokay.

A parlamentar, em fala emocionada,  disse que não é possível que o parlamento permita “um discurso que incita o ódio”. A deputada denunciou que Carlos Heinze convocou os “latifundiários a se armarem” para se “defenderem” dos índios. De acordo com a deputada, o que os ruralistas querem é, mais uma vez, “arrancar as terras dos índios”.

Por fim, Erika Kokay  que existe “um projeto de poder” dentro do Congresso Nacional que “pressupõe o rompimento com a laicidade e a hierarquização dos Direitos Humanos”. A deputada avisou que ela e seus pares vão buscar todas as maneiras para que tal discurso não se repita e que é preciso evitar que esse tipo de fala se naturalize.


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