sábado, 19 set 2020
Publicidade

"Você não pode ser escravo de um programa”, afirma diretor da Linux

Foto: Reprodução

A Campus Party Brasil vem provando ser um espaço de encontro de várias tendências, mas com uma linha em comum: a liberdade. Nesta quarta-feira, 21, Jon "Maddog" Hall, diretor-executivo da Linux International, repassou os primórdios do sistema operacional – que permite que qualquer pessoa possa ler, utilizar, estudar e modificar seu código-fonte.

“Todo software deve ser livre, ao menos que haja uma razão especial para que isso não aconteça. Você não pode ser escravo de um programa. Ele não pode te dizer o que fazer, como e quando”, salientou Maddog, que mostrou o crescimento do uso do sistema operacional Linux a partir de 1998, inclusive por grandes empresas, como a IBM, e ainda explicou a importância de um software livre em órgãos governamentais. “É uma questão de segurança. Os governos de vários países não confiam em softwares desenvolvidos por outras nações. Por isso é tão importante ter o código aberto, para que você possa ter o controle daquilo que está usando”, completou ele.

Segundo Maddog, 80% dos supercomputadores do mundo utilizam Linux, e o principal desafio da empresa é continuar aumentando o número de usuários comuns. “O futuro é animador. Temos milhões de pessoas com computadores, que não têm condições de pagar por um software da Microsoft, por exemplo. Aí é que entramos nós, com um software livre, a custo zero, mas não por isso de menor valor”, finaliza ele.
 
eyeOS  
Logo em seguida, quem entrou no Palco Principal foi Pau Garcia-Milà, um jovem empreendedor de Barcelona que, aos 18 anos, fundou o projeto eyeOS, com a intenção de criar um sistema operacional web (software livre), para fazer frente a futuros projetos da Microsoft. A eyeOS tem já mais de 400 mil membros por todo o mundo e quase meio milhão de downloads.  
 
Projeto Morfeo  
Criar oportunidades comerciais e incubar projetos de pesquisa e desenvolvimento: este é o objetivo do Projeto Morfeo, comunidade de software livre que agrega desenvolvedores, empresas e universidades para a inserção de programas abertos no mercado. A iniciativa, que tem a Telefônica como um dos maiores apoiadores, foi tema de palestra desta quarta-feira, na área de Software Livre. 
  
O coordenador de Projetos de Inovação da Telefônica Pesquisa e Desenvolvimento, Marcos Curiel Rosa, apresentou a origem, desenvolvimento e estágio atual do Morfeo, que nasceu na Espanha e agora busca se expandir para o Brasil. O EzWeb e o MyMobileWeb, dois dos principais projetos da comunidade, foram detalhados ao público. "Trabalhar a comunidade em rede com a perspectiva de criar novos negócios no ambiente de software livre é algo muito importante, ainda mais quando impulsionado por uma grande corporação", disse Marcelo Branco, diretor da Campus Party Brasil 2009. 

Com informações da Campus Party

Redação
Redação
Direto da Redação da Revista Fórum.