Wadih Damous: Choro de Moro é reação a seu “projeto de poder” indo por ralo abaixo

Condenação de Lula foi uma das peças-chave para a construção desse projeto, de acordo com o advogado do ex-presidente

Em entrevista à Revista Fórum nesta quinta-feira (16), Wadih Damous, um dos advogados que atua na defesa do ex-presidente Lula, e Paulo Pimenta (PT), deputado federal, comentaram sobre o choro do ministro da Justiça, Sergio Moro, ao saber que seria demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Para ambos, cena revela a reação do ex-juiz ao descobrir que seu “projeto de poder” estava indo “por ralo abaixo”.

“Bolsonaro quando contratou o Moro queria um advogado, um jagunço para cuidar dos interesses dos milicianos e Bolsonaro estava fazendo ‘corpo mole’ para defender o Queiroz”, comentou Pimenta. “Moro então passou a agir como advogado da família. Isso mostra aquilo que a gente sempre disse. O Moro sempre teve um projeto perverso de poder. Que esse fato colabore para que as pessoas tenham a noção de que Lula nunca teve direito a um julgamento justo, para a construção desse projeto de poder”.

“Sergio Moro sempre atuou com parcialidade”, concordou Wadih Damous. “Moro representa isso, quando ele começa a chorar, nessa cena patética, ele vê a possibilidade de seu projeto de poder ir por ralo abaixo”, disse. “A Justiça hoje é extermamente politizada, e muitas das questões levadas a ela são decididas politicamente, e não juridicamente, sobretudo os processos que envolvem o ex-presidente Lula”.

A história do choro do ex-juiz foi revelada por um deputado do PSL para uma fonte do editor da Fórum, Renato Rovai, no ano passado. A mesma fonte disse que nesta conversa, após discretamente enxugar os olhos, Moro pediu uma segunda chance e disse que se o presidente lhe permitisse, mudaria o comportamento.

Assista a entrevista completa: 

 

 

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Luisa Fragão

Jornalista.