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08 de fevereiro de 2012, 19h05

Walden Bello defende FSM com capacidade de intervenção global

O filipino Walden Bello, do Transnational Institute e membro do Conselho Internacional (CI) do Fórum, acredita que crise mostra colapso do capitalismo. Por isso, defende que o Fórum deve ter a capacidade de assumir posições diante de questões globais. A capacidade de liderança do movimento é apontada pelo ativista como crucial para se contrapor às tentativas de reformar o capitalismo tentadas pelas elites.

"Precisamos fazer um esforço de imaginação radical, capaz de propor alternativas", defendeu Bello. "A crise do neoliberalismo é a ùltima, o sistema entrou em colpaso, mas a elite capitalista vai tentar criar recursos que não esperamos", explica. Diante da capacidade de resiliência do capitalismo, a necessidade de se buscar formas diferenciadas de ação se torna mais importante.

As afirmações foram feitas no painel o Futuro do Fórum, promovido pelo Network Institute for Global Democratization em todos os fóruns sociais mundiais desde 2004. O tema deste ano foram as conquistas do movimento altermundista.

Como o FSM é apontado como um dos pontos estratégicos para isso, a estratégia defendida para isso seria o CI ter capacidade de intervenção. Em momentos como a guerra no Iraque, a intervenção dos Estados Unidos no Oriente Médio e os ataques do exército israelense à Faixa de Gaza, o Fórum deveria ter assumido posições claras de condenar as ações. Isso ocorreria depois de muita discussão.

Em debate sobre o futuro do Fórum Social Mundial, um dos pontos questionados foi o baixo número de pessoas pobres em relação ao total de participantes. Para Walden Bello, do Transnational Institute e membro do Conselho Internacional do FSM, a questão é de fato preocupante, porque mesmo solidários às questões ligadas à pobreza e à miséria, a maior parte dos delegados ser de classe média. "Precisamos fawer um esforço por ações afirmativas dentro do Fórum para trazer a população desfavorecida para o centro do Fórum".

Com exceção do Fórum de 2004, na Índia e apesar de haver uma presença significativa de representantes de movimentos agrários do interior do Pará neste ano, a maior parte dos participantes são universitários ou trabalhadores de classe média.
Diante do grande número de oficinas desmarcadas ou com lugares modificados, Bello sugeriu que o comitê organizador faça uma pausa neste sábado, para tentar reorganizar as oficinas desmarcadas ou cujo local foi alterado.


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