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27 de agosto de 2018, 08h49

Número de imóveis retomados por bancos dispara por conta da inadimplência

Desde 2014, foram retomados R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos

Foto: Kelsen Fernandes/Fotos Públicas
O número de imóveis retomados pelos bancos disparou nos últimos anos por conta da alta inadimplência. Em consequência da política econômica de Temer, que provoca desemprego, aprofunda a crise e reduz a capacidade financeira das famílias, desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras do País retomaram R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado – incluindo as unidades que já estavam...

O número de imóveis retomados pelos bancos disparou nos últimos anos por conta da alta inadimplência. Em consequência da política econômica de Temer, que provoca desemprego, aprofunda a crise e reduz a capacidade financeira das famílias, desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras do País retomaram R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos.

Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado – incluindo as unidades que já estavam no estoque –, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.

Números nos balanços do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander revelam que, juntas, as instituições tiveram aumento médio de quase R$ 2 bilhões no volume de imóveis retomados a cada ano entre 2014 e o ano passado. O ritmo continua forte em 2018 e, em apenas seis meses, bancos tomaram mais R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos de inadimplentes.

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