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10 de junho de 2019, 08h30

O juiz da Lava-Jato no Rio, Marcelo Bretas, insinua que diálogos vazados são falsos

Nem Moro nem Dallagnol negaram a veracidade dos diálogos

Foto: Reprodução
O juiz da Lava-Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, correu em defesa do seu ex-colega, Sérgio Moro, na noite deste domingo (9), em sua conta do Twitter e insinuou que os diálogos vazados entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, são falsos. Não se deve descartar a real possibilidade de serem forjados diálogos, criando #fakenews. Criminosos não têm ética. https://t.co/1E5MBtC7eP — Marcelo Bretas (@mcbretas) 10 de junho de 2019 “Não se deve descartar a real possibilidade de serem forjados diálogos, criando #fakenews. Criminosos não têm ética.” O próprio editor do The Intercept respondeu à acusação em sua conta do...

O juiz da Lava-Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, correu em defesa do seu ex-colega, Sérgio Moro, na noite deste domingo (9), em sua conta do Twitter e insinuou que os diálogos vazados entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, são falsos.

“Não se deve descartar a real possibilidade de serem forjados diálogos, criando #fakenews. Criminosos não têm ética.”

O próprio editor do The Intercept respondeu à acusação em sua conta do Twitter:

“Implicar que a material é “fake” é uma tática suja, especialmente para um juiz. Seus amigos na Justiça e LJ que se comportaram de forma antiética, poderiam só revelar o conteúdo. Mas eles nem alegam que os documentos são ‘fake’ porque sabem que são reais. Você também sabe disso.”

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A possibilidade da falsificação das mensagens não foi aventada nem pelo próprio Moro que, em nota enviada na noite deste domingo, as desqualificou pela “invasão criminosa de celulares de procuradores” e não pela sua veracidade. Veja o trecho abaixo:

“Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo.

Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.”

 

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