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04 de maio de 2016, 15h09

Alunos da ocupação do Centro Paula Souza estariam sendo alvo de perseguição policial

Membros da ocupação relatam que, desde o ano passado, quando se levantaram contra a reorganização escolar promovida pelo governo Alckmin, inúmeros estudantes vêm sendo intimidados por policiais militares, até mesmo com revistas arbitrárias em suas residências. Em protesto contra a “máfia das merendas”, os alunos permanecem acampados na unidade de ensino mesmo após invasão da PM Por Ivan Longo Está marcada para as 15h desta quarta-feira (4) uma audiência de conciliação entre os estudantes que ocupam o Centro Paula Souza e o Tribunal de Justiça do Estado. Os alunos, em protesto contra a chamada ‘máfia das merendas’ – suposto esquema de desvio...

Membros da ocupação relatam que, desde o ano passado, quando se levantaram contra a reorganização escolar promovida pelo governo Alckmin, inúmeros estudantes vêm sendo intimidados por policiais militares, até mesmo com revistas arbitrárias em suas residências. Em protesto contra a “máfia das merendas”, os alunos permanecem acampados na unidade de ensino mesmo após invasão da PM

Por Ivan Longo

Está marcada para as 15h desta quarta-feira (4) uma audiência de conciliação entre os estudantes que ocupam o Centro Paula Souza e o Tribunal de Justiça do Estado. Os alunos, em protesto contra a chamada ‘máfia das merendas’ – suposto esquema de desvio de recursos das merendas escolares que tem como suspeitos membros do alto escalão do governo – estão acampados na unidade de ensino desde a última quinta-feira (28).

“A ocupação não vai acabar enquanto o governador não resolver o problema da falta de merenda”, disse um dos estudantes que, temendo represálias, preferiu não ser identificado. De acordo com os alunos, já há algum tempo que a merenda escolar – prevista em lei – vem sendo precarizada e, após a reorganização escolar promovida pelo governo estadual, a situação piorou. Em meio às denúncias de desvio de recursos, a merenda passou a ser algumas bolachas de água e sal ou maisena e um copo de suco, a chamada ‘merenda seca’.

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“É um caso urgente. Estamos falando de alimentação de alunos que ficam na escola das 7h às 17h. Muitos estudantes de Etecs e colégios estaduais mal tem comida em casa”, disse o estudante que falou à Fórum pouco após a notícia de que a coletiva de imprensa para tratar das perseguições policiais havia sido adiada para depois da audiência de conciliação.

Charge pregada pelos estudantes do portão do Centro Paula Souza. (Foto: Ivan Longo)

Charge pregada pelos estudantes do portão do Centro Paula Souza. (Foto: Ivan Longo)

À Fórum, no entanto, o aluno adiantou em que consistiria, de fato, as perseguições mencionadas.

“Tem havido vários tipos de intimidação. Ontem mesmo ficou uma viatura da polícia do outro lado da calçada, o dia inteiro, como forma de intimidação”, revelou o estudante, que contou ainda que, ao longo da invasão ilegal da PM no local na última segunda-feira – a Justiça determinou que os policiais saíssem e exigiu explicações da secretaria de Segurança Pública –, agentes da polícia ficavam provocando os estudantes.

Segundo o jovem, desde o ano passado, quando dezenas de colégios estaduais foram ocupados contra a reorganização escolar do governo do estado, inúmeros estudantes vêm sofrendo represálias que iriam desde a provocação verbal até abordagens arbitrárias em suas próprias residências.

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Foto: Jornalistas Livres

 

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