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10 de julho de 2019, 09h14

“Olá, tudo bem?”: Criador do termo PIG, Paulo Henrique Amorim passou pela mídia golpista em seis décadas de carreira

Dono de um dos bordões mais conhecidos do jornalismo brasileiro, PHA foi calado definitivamente na fatídica madrugada desta quarta-feira (10), quando o ataque da política neoliberal de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes - tão criticada por ele em seu Conversa Afiada - pode chegar às aposentadorias dos brasileiros

Paulo Henrique Amorim, em seu estúdio do Conversa Afiada (Reprodução)
“Olá! Tudo bem?” O bordão, com entonação inconfundível, que acompanhou o jornalista Paulo Henrique Amorim por quase seis décadas se calou na madrugada desta quarta-feira (10), um dia fatídico, em que o ataque da política neoliberal de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes – tão criticada por ele em seu Conversa Afiada – pode chegar às aposentadorias dos brasileiros. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Aos 77 anos, Paulo Henrique Amorim se formou em Sociologia e Política e iniciou a carreira jornalística em 1961 no jornal A Noite, no Rio...

“Olá! Tudo bem?” O bordão, com entonação inconfundível, que acompanhou o jornalista Paulo Henrique Amorim por quase seis décadas se calou na madrugada desta quarta-feira (10), um dia fatídico, em que o ataque da política neoliberal de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes – tão criticada por ele em seu Conversa Afiada – pode chegar às aposentadorias dos brasileiros.

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Aos 77 anos, Paulo Henrique Amorim se formou em Sociologia e Política e iniciou a carreira jornalística em 1961 no jornal A Noite, no Rio de Janeiro.

PHA, como era conhecido, passou por praticamente todos os grandes grupos de comunicação do País, tornando-se a partir de 2006 um crítico ferrenho do jornalismo praticado pelos grandes meios de comunicação ao lançar o blog Conversa Afiada e cunhar, tempos depois, a sigla PIG, para referir-se ao Partido da Imprensa Golpista.

Paulo Henrique ganhou protagonisto ao passar pela extinta TV Manchete e pela Globo, com forte atuação como correspondente das emissoras em Nova York, nos Estados Unidos.

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Em 1996, deixou a Globo pela Rede Bandeirantes, onde passou a apresentar o telejornal Jornal da Band e o programa político Fogo Cruzado, que por adotar postura independente, já produziu desentendimentos com diversos políticos ao vivo.

Em 2003, foi contratado pela Rede Record, onde apresentou o telejornal noturno Jornal da Record 2ª Edição (extinto em 5 de janeiro de 2007) e o Edição de Notícias. Em fevereiro de 2006, passou a apresentar o programa Domingo Espetacular, principal atração jornalística da TV do bispo Edir Macedo, mas foi afastado no dia 23 de junho, pelas críticas conduzidas a Jair Bolsonaro em seu blog.

Conversa afiada
Criado em 2006 no portal iG, o site Conversa Afiada foi o grande passo de Paulo Henrique Amorim no jornalismo independente. Demitido do iG – que era patrocinado pelo banqueiro Daniel Dantas – em 2008, após críticas ao suspeito processo de fusão da Brasil Telecom e a Oi, PHA relançou o Conversa Afiada em plataforma independente no mesmo dia.

Em sua última publicação, nesta terça-feira (9), o jornalista divulgou a reportagem do site The Intercept com o áudio atribuído ao procurador Deltan Dallagnol comemorando a decisão judicial que impediu o ex-presidente Lula de dar entrevista durante as eleições 2018.

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Na postagem, PHA diz que é “a voz de Dalainho”, chamando o procurador de “hipócrita”.

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