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07 de dezembro de 2018, 14h12

ONG de ministra da Família e Direitos Humanos foi denunciada por discriminação contra índios

Por meio de ação civil pública, o MPF exige que a ONG seja proibida de veicular um vídeo de ficção produzido por organização evangélica dos EUA para “chamar atenção acerca do tema ‘infanticídio indígena’ e legitimar as ações missionárias nas comunidades indígenas”.

Foto: Reprodução/Facebook
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (7) revela que uma organização fundada pela futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2015, por “dano moral coletivo decorrente de suas manifestações de caráter discriminatório à comunidade indígena”, em função da divulgação de um filme sobre infanticídio indígena. Os procuradores pedem que a ONG seja condenada a pagar R$ 1 milhão. A futura ministra, que vai comandar a Fundação Nacional do Índio (Funai), é fundadora da instituição e Movimento Atini – Voz Pela Vida, uma organização que se apresenta...

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (7) revela que uma organização fundada pela futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2015, por “dano moral coletivo decorrente de suas manifestações de caráter discriminatório à comunidade indígena”, em função da divulgação de um filme sobre infanticídio indígena. Os procuradores pedem que a ONG seja condenada a pagar R$ 1 milhão.

A futura ministra, que vai comandar a Fundação Nacional do Índio (Funai), é fundadora da instituição e Movimento Atini – Voz Pela Vida, uma organização que se apresenta com a missão de “promover a conscientização e a sensibilização da sociedade sobre a questão do infanticídio de crianças indígenas”.

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Por meio de uma ação civil pública, o MPF exige que a ONG de Damares Alves seja proibida de veicular o vídeo documentário “Hakani – A história de uma sobrevivente”. O filme, segundo o MPF, tinha o objeto de “chamar atenção acerca do tema ‘infanticídio indígena’ e legitimar as ações missionárias no interior das comunidades indígenas”

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A ficção, segundo a ação do MPF, foi produzida em parceria com a instituição Jocum (Jovens Com Uma Missão), nome adotado no Brasil pela organização evangélica de origem americana Youth With a Mission.

Em sua argumentação, o MPF declarou que o filme “gerou profunda indignação na sociedade, gerando manifestações preconceituosas e discriminatórias em face das comunidades indígenas”.

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