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27 de setembro de 2017, 10h39

“Os aluguéis foram pagos e os erros no recibo são do locador”, diz advogado de Lula

O advogado Cristiano Zanin afirma ainda que, "de 26 recibos apresentados, só dois têm erro material. O importante é que ninguém contesta a veracidade do documento. A assinatura é dele [Glauco], nem ele contesta isso".

O advogado Cristiano Zanin afirma ainda que, “de 26 recibos apresentados, só dois têm erro material. O importante é que ninguém contesta a veracidade do documento. A assinatura é dele [Glauco], nem ele contesta isso”. Da Redação* De acordo com o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, que preencheu os recibos de aluguel com as datas erradas foi o proprietário do imóvel: “Isso é uma bobagem. Quem fez o recibo foi o Glaucos [da Costamarques, dono do imóvel], que recebeu o aluguel. E não a dona Marisa [Letícia, mulher de Lula], que estava pagando. Quem paga...

O advogado Cristiano Zanin afirma ainda que, “de 26 recibos apresentados, só dois têm erro material. O importante é que ninguém contesta a veracidade do documento. A assinatura é dele [Glauco], nem ele contesta isso”.

Da Redação*

De acordo com o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, que preencheu os recibos de aluguel com as datas erradas foi o proprietário do imóvel: “Isso é uma bobagem. Quem fez o recibo foi o Glaucos [da Costamarques, dono do imóvel], que recebeu o aluguel. E não a dona Marisa [Letícia, mulher de Lula], que estava pagando. Quem paga tem direito à quitação e quem faz o recibo é sempre o locador, que diz ter recebido os valores. Se alguém errou, foi ele”, diz Zanin.

O advogado afirma que, “de 26 recibos apresentados, só dois têm erro material. O importante é que ninguém contesta a veracidade do documento. A assinatura é dele [Glauco], nem ele contesta isso”.

Os documentos foram apresentados na segunda (25) à Justiça. Dois deles têm datas que não existem: 31 de novembro e 31 de junho.

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Segundo Zanin, o Ministério Público Federal não consegue provar que dinheiro de oito contratos da Petrobras foram usados na compra do apartamento nem de um terreno para o Instituto Lula e desviou o assunto “para um contrato de aluguel”.

O imóvel é um dos pontos da acusação na ação que o ex-presidente responde sob suspeita de receber propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula.

O caso deve ser sentenciado pelo juiz Sergio Moro nos próximos meses.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o aluguel do apartamento, que pertence ao empresário Glaucos da Costamarques (primo do pecuarista José Carlos Bumlai), foi pago com propina da Odebrecht, obtida por meio de contratos da Petrobras.

Lula nega irregularidades e diz que quem cuidava do imóvel era sua mulher, Marisa Letícia, morta em fevereiro. Segundo o ex-presidente, o pagamento do aluguel estava registrado em declarações do Imposto de Renda, tanto dele quanto de Costamarques.

“Vou repetir para o senhor. Nunca houve qualquer denúncia que o apartamento não estava sendo pago. Seu Glauco nunca levantou, seu Glauco nunca cobrou, seu Glauco nunca me telefonou. Nem ele, nem ninguém”, disse Lula, em depoimento a Moro.

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Delatores da Odebrecht também negaram vínculo com o apartamento.

A pedido do juiz Sergio Moro, a defesa do ex-presidente apresentou os recibos, assinados por Costamarques, além de um contrato de locação com o empresário.

*Com informações da coluna de Mônica Bergamo

Foto: Ricardo Stuckert

 

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