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29 de maio de 2014, 12h33

Paquistão: jovem grávida é morta apedrejada pela própria família

Ao se recusar a efetivar um casamento pré-arranjado e se unir a outro homem, jovem grávida de 25 anos foi assassinada por familiares "em nome da honra"

Ao se recusar a efetivar um casamento pré-arranjado e se unir a outro homem, jovem grávida de 25 anos foi assassinada por familiares “em nome da honra” Por Redação Uma mulher grávida de 25 anos foi apedrejada até a morte por sua própria família no Paquistão, enquanto, segundo o marido, nada foi feito pelas autoridades para impedir a tragédia. O motivo? A jovem Farzana Igbal deixou de casar com o primo selecionado pela família, para se casar com Muhammed Igbal. Em muitas partes do Paquistão, os casamentos arranjados ainda são a norma ,e para lidar com as recusas, são necessárias...

Ao se recusar a efetivar um casamento pré-arranjado e se unir a outro homem, jovem grávida de 25 anos foi assassinada por familiares “em nome da honra”

Por Redação

Uma mulher grávida de 25 anos foi apedrejada até a morte por sua própria família no Paquistão, enquanto, segundo o marido, nada foi feito pelas autoridades para impedir a tragédia.

O motivo? A jovem Farzana Igbal deixou de casar com o primo selecionado pela família, para se casar com Muhammed Igbal. Em muitas partes do Paquistão, os casamentos arranjados ainda são a norma ,e para lidar com as recusas, são necessárias “mortes em nome da honra”.

O casal se dirigia à corte de Justiça para testemunhar que seu casamento era legal, refutando as denúncias da família de Farzana de que seu marido a havia sequestrado.

Igbal relatou que durante os 15 minutos em que o assassinato aconteceu – em frente à uma corte fortemente guardada na movimentada cidade de Lahore – ele implorou aos policiais que estavam presentes para que o ajudassem, mas eles se recusaram alegando que nada podiam fazer.

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O governo paquistanês, ao ser informado da morte na presença de policiais em Lahore, disse que o assassinato brutal era “totalmente inaceitável”. O primeiro-ministro Nawaz Sharif teria afirmado que seu ministro-chefe iria intervir na apuração do caso. De todos os envolvidos, o pai foi o único a ser detido – os outros fugiram. Segundo o policial que o prendeu, ele de fato confessou que foi uma “morte em nome da honra”.

O alto comissário dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que era algo descabido usar a frase “morte em nome da honra” e completou: “Não existe um mínimo vestígio de honra em matar uma mulher dessa maneira”. Enquanto a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão afirma que a média anual desse tipo de assassinato é de 869 vítimas, os números provavelmente são maiores, por conta dos casos não relatados.

Com informações da Al-Jazeera

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