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26 de fevereiro de 2015, 21h21

Para Madonna, França atual lembra a “Alemanha nazista”

Em entrevista, cantora norte-americana diz perceber o surgimento de um “ambiente de medo extremo” e um clima de "crescente intolerância” no país

Em entrevista, cantora norte-americana diz perceber o surgimento de um “ambiente de medo extremo” e um clima de “crescente intolerância” no país Por Redação A cantora norte-americana Madonna, em entrevista concedida à emissora francesa Europe 1, disse se sentir “aterrorizada” pelo “clima de crescente intolerância” na França. Ela diz detectar no país um ressurgimento do antissemitismo e da “velha cantilena ariana” dentro de um “ambiente de medo extremo”, se sentido aterrorizada por “esta época louca que atravessamos e que me faz pensar na Alemanha nazista”. De acordo com a estrela pop, tal clima ultrapassaria as fronteiras do país, alcançando outros...

Em entrevista, cantora norte-americana diz perceber o surgimento de um “ambiente de medo extremo” e um clima de “crescente intolerância” no país

Por Redação

A cantora norte-americana Madonna, em entrevista concedida à emissora francesa Europe 1, disse se sentir “aterrorizada” pelo “clima de crescente intolerância” na França. Ela diz detectar no país um ressurgimento do antissemitismo e da “velha cantilena ariana” dentro de um “ambiente de medo extremo”, se sentido aterrorizada por “esta época louca que atravessamos e que me faz pensar na Alemanha nazista”.

De acordo com a estrela pop, tal clima ultrapassaria as fronteiras do país, alcançando outros países do Velho Mundo. “Toda essa intolerância crescente é espantosa, e não afeta somente a França, mas sim toda a Europa, ainda que particularmente a França”, assinalou na entrevista que será divulgada na íntegra nesta sexta-feira (27).

Madonna lembrou de um show feito no teatro Olympia de Paris em 2012, ocasião em que criticou a popularidade que ostentava então a ultradireitista Frente Nacional de Marine Le Pen. “Observava [naquela apresentação] que a França foi o primeiro país a aceitar negros, que acolheu artistas como Josephine Baker e Charlie Parker”, mas, segundo ela, “desafortunadamente este espírito desapareceu completamente”.

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Com informações do 20 minutos

Foto: Pascal Mannaerts/Wikimedia Commons

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