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14 de janeiro de 2015, 15h29

Para ministra da Igualdade Racial, cotas fazem reparação de “desigualdades históricas”

Em entrevista ao programa "Fala, Ministro", Nilma Lino Gomes comentou ainda a respeito de um parecer sobre racismo na obra de Monteiro Lobato

Em entrevista ao programa “Fala, Ministro”, Nilma Lino Gomes comentou ainda a respeito de um parecer sobre racismo na obra de Monteiro Lobato Por Redação A nova titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes, concedeu entrevista ao programa “Fala, Ministro”. Ela falou a respeito das políticas de cotas raciais e declarou que estas ações são necessárias para que se reparar “desigualdades históricas”. “O caso dos negros e do Brasil, eu penso que elas [as cotas] são importantes para que possam colocar a população negra num lugar de visibilidade social, de visibilidade política, embora,...

Em entrevista ao programa “Fala, Ministro”, Nilma Lino Gomes comentou ainda a respeito de um parecer sobre racismo na obra de Monteiro Lobato

Por Redação

A nova titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes, concedeu entrevista ao programa “Fala, Ministro”. Ela falou a respeito das políticas de cotas raciais e declarou que estas ações são necessárias para que se reparar “desigualdades históricas”.

“O caso dos negros e do Brasil, eu penso que elas [as cotas] são importantes para que possam colocar a população negra num lugar de visibilidade social, de visibilidade política, embora, muitas vezes, essas políticas sejam vistas pelo lado negativo, e não pelo lado da cidadania, do direito”, explicou a ministra.

Assim que o nome de Nilma Gomes foi anunciado para a Seppir, parte da imprensa resgatou um parecer assinado por ela onde se denunciava racismo na obra de Monteiro Lobato. Gomes comentou sobre o episódio dizendo que o parecer foi “distorcido” e que as pessoas “não leram”.

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“O que nós fizemos foi orientar as editoras que inserissem uma nota explicativa nos livros falando sobre a questão dos estereótipos raciais na obra do Lobato, assim como em outras obras literárias falando do contexto hoje no Brasil, da superação do racismo, enfim, como um ato educativo. O que aconteceu, à época, é que esse parecer foi mal interpretado por vários setores da mídia, por setores literários e parte da sociedade civil”, explica a ministra.

A seguir, confira na íntegra com a ministra da Igualdade Racial:

 

Foto: Brasil247

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