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12 de julho de 2019, 18h48

Para ministro Luiz Eduardo Ramos, Bolsonaro se apressou ao divulgar indicação do filho para embaixada

“Deu polêmica, reconheço, saiu na imprensa. Agora vamos aguardar. Poderia ter anunciado na semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar”, declarou o general

Foto: Agência Brasil
A declaração de Jair Bolsonaro no sentido de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador nos Estados Unidos não caiu bem sequer dentro do próprio governo. O general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, afirmou, nesta sexta-feira (12), que o presidente se apressou ao anunciar a indicação do filho. Ramos definiu a iniciativa de Bolsonaro como coisa de momento e disse que o presidente poderia ter esperado uma semana para anunciar. Ele alega que a divulgação da notícia em meio à votação dos destaques da reformada da Previdência pode prejudicar as pretensões do governo e reforça as...

A declaração de Jair Bolsonaro no sentido de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador nos Estados Unidos não caiu bem sequer dentro do próprio governo. O general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, afirmou, nesta sexta-feira (12), que o presidente se apressou ao anunciar a indicação do filho.

Ramos definiu a iniciativa de Bolsonaro como coisa de momento e disse que o presidente poderia ter esperado uma semana para anunciar. Ele alega que a divulgação da notícia em meio à votação dos destaques da reformada da Previdência pode prejudicar as pretensões do governo e reforça as críticas da oposição.

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“Deu polêmica, reconheço, saiu na imprensa. Agora vamos aguardar. Poderia ter anunciado na semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar. Vários deputados citaram essa nomeação, podia ter evitado”, declarou o ministro.

Recuos

Ele afirmou, ainda, que o anúncio de Bolsonaro não significa que Eduardo será o embaixador e mencionou outros recuos do presidente, que, depois de muitas críticas, desistiu de suas ideias iniciais, como a proposta de transferir a embaixada em Israel para Jerusalém.

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“Meu amigo Bolsonaro tem esses momentos. Vou citar a famosa ‘vou levar embaixada pra Jerusalém’’ Eu pergunto: hoje está onde? Em Tel Aviv. Ele manifestou uma intenção”, destacou.

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