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26 de maio de 2017, 12h36

Para procurador, absolvição de mulher de Cunha se deve a “coração generoso” de Moro

O Ministério Público Federal discorda e pretende recorrer da sentença. “É injustificável a absolvição. Ele tinha indicativos e conhecimento cultural suficientes para saber a origem desses recursos”. Da Redação* O procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, que atua na força tarefa da Lava Jato, atribuiu a absolvição da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao “coração generoso” do juiz Sergio Moro, responsável pela sentença. “Isso decorre muito mais do coração generoso do doutor Sergio. Ela é esposa de uma pessoa sabidamente ligada à corrupção”, disse Lima nesta sexta (26), durante entrevista coletiva. Cruz foi inocentada...

O Ministério Público Federal discorda e pretende recorrer da sentença. “É injustificável a absolvição. Ele tinha indicativos e conhecimento cultural suficientes para saber a origem desses recursos”.

Da Redação*

O procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, que atua na força tarefa da Lava Jato, atribuiu a absolvição da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao “coração generoso” do juiz Sergio Moro, responsável pela sentença.

“Isso decorre muito mais do coração generoso do doutor Sergio. Ela é esposa de uma pessoa sabidamente ligada à corrupção”, disse Lima nesta sexta (26), durante entrevista coletiva.

Cruz foi inocentada das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas nesta quinta (25). Para o juiz, faltou materialidade à acusação, que não conseguiu demonstrar o rastro do dinheiro até a conta da jornalista.

O Ministério Público Federal discorda e pretende recorrer da sentença.

“É injustificável a absolvição. Ele tinha indicativos e conhecimento cultural suficientes para saber a origem desses recursos”, afirmou Lima.

Para ele, isso é suficiente para demonstrar o crime de lavagem.

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O advogado Pierpaolo Bottini, que defende a jornalista, festejou a decisão. “Entendemos que foi feita a justiça”, disse. “A sentença judicial reconheceu que não houve qualquer ilegalidade nas condutas de Claudia Cruz.”

Ainda cabe recurso da decisão ao TRF (Tribunal Regional Federal).

*Com informações da Folha

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