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11 de junho de 2015, 09h50

Paraná: Operação prende amigo pessoal de Beto Richa e busca primo

Ambos são acusados de envolvimento em um esquema de sonegação de tributos no fisco paranaense, que, segundo os investigadores, pode ter desviado até R$ 500 milhões

Ambos são acusados de envolvimento em um esquema de sonegação de tributos no fisco paranaense, que, segundo os investigadores, pode ter desviado até R$ 500 milhões Por Redação* Em nova fase, a Operação Publicano, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, cumpriu, na última quarta-feira (10), 68 mandados de prisão preventiva, dos quais 50 eram contra auditores fiscais. Entre os alvos estão um amigo pessoal e um familiar do governador Beto Richa (PSDB). O grupo é acusado de participar de um esquema de sonegação de tributos no fisco paranaense. Os fiscais e auditores investigados são acusados...

Ambos são acusados de envolvimento em um esquema de sonegação de tributos no fisco paranaense, que, segundo os investigadores, pode ter desviado até R$ 500 milhões

Por Redação*

Em nova fase, a Operação Publicano, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, cumpriu, na última quarta-feira (10), 68 mandados de prisão preventiva, dos quais 50 eram contra auditores fiscais. Entre os alvos estão um amigo pessoal e um familiar do governador Beto Richa (PSDB).

O grupo é acusado de participar de um esquema de sonegação de tributos no fisco paranaense. Os fiscais e auditores investigados são acusados de cobrar propina de empresários que tinham dívidas com a Receita e então quitar o débito sem que o estado recebesse o dinheiro. As operações ilegais podem ter lesado o erário em até R$ 500 milhões.

Entre os detidos, estão o ex-inspetor-geral de Fiscalização da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima, parceiro de corridas automobilísticas de Richa, apontado pelo Ministério Público como o líder da quadrilha. Já o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador, não foi localizado e é considerado foragido. No início deste ano, Antoun chegou a ser preso por envolvimento em esquema de fraude de licitações (leia mais aqui), mas foi solto uma semana depois. Desde então, o governo do Paraná tem se esforçado para distanciá-lo da imagem de Richa – que diz ser apenas um “parente distante” do empresário.

De acordo com o MP, 13 empresas têm envolvimento com o escândalo.  A Justiça aceitou as denúncias feitas contra 62 pessoas, entre as quais estão auditores fiscais da Receita Estadual, 15 empresários, “laranjas”, contadores, auxiliares administrativos, funcionários públicos, um policial civil e um administrador de empresas.

Veja também:  Rede aciona STF contra medida de Toffoli que suspendeu investigações

*Com informações de O Estado de S. Paulo

(Foto: PSDB)

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