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09 de outubro de 2018, 10h08

Pastor Ricardo Gondim: “o Brasil pode dar os primeiros passos rumo a um neonazismo”

Pelo twitter, Ricardo Gondim disse estar com nojo de todo e qualquer crente que embarcou nessa empreitada moralista, bolsonarista.

Reprodução
Em artigo em seu blog, o pastor progressista Ricardo Gondim, presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, compara o cenário atual no Brasil com o da Alemanha na era pré-Hitler e dispara: “o Brasil pode dar os primeiros passos rumo a um neonazismo”. Para Gondim, o caminho para o autoritarismo tem seis passos. “Primeiro, criam-se inimigos. Segundo, culpam-se esses inimigos por todos os males da sociedade. Terceiro, um salvador da pátria se apresenta como alguém fora do sistema, eleito por Deus para redimir a todos. Quarto, demonizam-se a imprensa e a liberdade de expressão. Quinto, reprimem-se os desordeiros com violência....

Em artigo em seu blog, o pastor progressista Ricardo Gondim, presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, compara o cenário atual no Brasil com o da Alemanha na era pré-Hitler e dispara: “o Brasil pode dar os primeiros passos rumo a um neonazismo”.

Para Gondim, o caminho para o autoritarismo tem seis passos. “Primeiro, criam-se inimigos. Segundo, culpam-se esses inimigos por todos os males da sociedade. Terceiro, um salvador da pátria se apresenta como alguém fora do sistema, eleito por Deus para redimir a todos. Quarto, demonizam-se a imprensa e a liberdade de expressão. Quinto, reprimem-se os desordeiros com violência. Sexto, eliminam-se (desaparecem) os opositores ao avanço do progresso e do esplendor da pátria”, relata.

Segundo o pastor, a ruptura e o arrebatamento foram as técnicas usadas por Adolf Hitler para a expansão das ideias nazistas na Alemanha. “Ruptura, porque a perseguição e o esforço de eliminar os judeus exigiram quebra da experiência humana mais básica: o reconhecimento da dignidade do outro. Arrebatamento, porque a euforia política, o fanatismo em relação ao líder, o culto à personalidade, provocaram a suspensão da racionalidade”, declara.

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Gondim diz que para isso acontecer houve “um acordo tácito entre a sociedade civil, os centros do saber e a própria igreja”. “A morte sistemática de judeus, ciganos, homossexuais e testemunhas de Jeová necessitava de uma racionalidade. As rupturas não acontecem de forma abrupta. O fanatismo nunca é súbito”, relata.

Nojo
Em sua conta no Twitter, o pastor ainda diz estar com asco do momento vivido no País. “Sou pastor. Há mais de 40 anos lido com o movimento evangélico. Estou com nojo de todo e qualquer crente que embarcou nessa empreitada moralista, bolsonarista”.

Presidente da Igreja Betesda, Gondim ainda tece comentários sobre a eleição legislativa que, segundo ele, elegeu um dos mais vergonhosos parlamentos da nossa história. “Loucura absoluta. Não existe esforço contra corrupção, apenas estupidez”.

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