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11 de fevereiro de 2019, 17h31

Paulo Guedes diz que esquerda tem “miolo mole” e direita, “o coração não tão bom”

Durante entrevista ao jornal britânico Financial Times, ministro da Economia afirmou que o Brasil precisa de uma “perestroika”

Foto: Agência Brasil
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Paulo Guedes, ministro da Economia, declarou que “as pessoas de esquerda têm miolo mole e bom coração. As pessoas de direita têm a cabeça mais dura e o coração não tão bom”, de acordo com informações de O Globo. Em outro trecho da entrevista, Guedes afirmou que o Brasil precisa de uma “perestroika” (processo político implantado por Mikhail Gorbachev na União Soviética nos anos 1980, que acabou levando ao fim do comunismo no país). O ministro de Bolsonaro disse, também, que “a ideologia é o verdadeiro inimigo”. O jornal britânico mencionou a questão da...

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Paulo Guedes, ministro da Economia, declarou que “as pessoas de esquerda têm miolo mole e bom coração. As pessoas de direita têm a cabeça mais dura e o coração não tão bom”, de acordo com informações de O Globo.

Em outro trecho da entrevista, Guedes afirmou que o Brasil precisa de uma “perestroika” (processo político implantado por Mikhail Gorbachev na União Soviética nos anos 1980, que acabou levando ao fim do comunismo no país). O ministro de Bolsonaro disse, também, que “a ideologia é o verdadeiro inimigo”.

O jornal britânico mencionou a questão da desigualdade social no Brasil, mas Guedes garantiu que não pretende cortar investimentos. “Vamos manter os gastos sociais, mas acabar com a corrupção e os privilégios”.

Chicago Boys

Guedes abordou, ainda, sua passagem pelo Chile, onde, na ditadura do general Augusto Pinochet, ajudou a implantar uma economia de mercado. Segundo ele, o país, na época, era “mais pobre do que Cuba e Venezuela hoje”, mas os “Chicago boys” – referência à chamada Escola de Chicago, de onde ele saiu – resolveram isso. “O Chile hoje é como a Suíça”, disse, chamando de “bobagem” as críticas de que, depois das reformas, o desemprego saltou a 21% em 1983.

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