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19 de fevereiro de 2019, 08h17

Paulo Preto é preso em operação da Lava Jato. Endereço ligado a Aloysio Nunes é investigado

Iniciada a partir de delações de executivos da Odebrecht, a operação mostra que ele repassava dinheiro para o "departamento de propina" da construtora

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A Polícia Federal ( PF ) prendeu, na manhã desta terça-feira (19), o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza , conhecido como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB. Ele é acusado de manter R$ 100 milhões em espécie que seriam utilizados pela Odebrecht para pagar propina a políticos e irrigar campanhas eleitorais entre 2010 e 2011. Na 60ª fase da Operação Lava-Jato estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do estado de São Paulo. Alguns dos endereços são ligados ao ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). A Procuradoria acusa Paulo...

A Polícia Federal ( PF ) prendeu, na manhã desta terça-feira (19), o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza , conhecido como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB. Ele é acusado de manter R$ 100 milhões em espécie que seriam utilizados pela Odebrecht para pagar propina a políticos e irrigar campanhas eleitorais entre 2010 e 2011.

Na 60ª fase da Operação Lava-Jato estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do estado de São Paulo. Alguns dos endereços são ligados ao ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

A Procuradoria acusa Paulo Preto de ter movimentado pelo menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, entre 2007 e 2017.

Em uma dessas contas, segundo o MPF, foi emitido um cartão de crédito em favor do ex-senador Aloysio Nunes, em dezembro de 2017 —que teria sido entregue a ele num hotel em Barcelona, na Espanha. Na época, Nunes era secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). O cartão foi emitido na semana entre o Natal e o Ano Novo.

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Iniciada a partir de delações de executivos da Odebrecht e de doleiros já investigados pela Lava-Jato, a operação mostra que esse operador financeiro repassava dinheiro para o setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado pelos investigadores de “departamento de propina”.

A Odebrecht devolvia o dinheiro para o operador, segundo a PF, por meio de empresas e contas bancárias registradas no exterior.

A operação recebeu o nome de “Ad Infinitum”, remetendo a um ciclo criminoso que nunca termina.

Com informações da Folha e do Globo

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