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07 de junho de 2017, 21h10

Pela primeira vez na história, advogada trans faz sustentação no STF

“Sinto que estou fazendo história, mas se estou aqui perante vossas excelências é porque sou uma sobrevivente”, afirmou a advogada Gisele Alessandra Schmidt e Silva na primeira sessão que julgará a legalidade da mudança de nome de transexuais no registro civil sem a necessidade de cirurgia para mudança de sexo Por Redação*  A advogada trans Gisele Alessandra Schmidt e Silva fez história nesta quarta-feira (7) ao se tornar a primeira mulher trans a fazer uma sustentação oral na Corte suprema do país. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou hoje a primeira sessão do julgamento sobre a legalidade da mudança de nome de...

“Sinto que estou fazendo história, mas se estou aqui perante vossas excelências é porque sou uma sobrevivente”, afirmou a advogada Gisele Alessandra Schmidt e Silva na primeira sessão que julgará a legalidade da mudança de nome de transexuais no registro civil sem a necessidade de cirurgia para mudança de sexo

Por Redação* 

A advogada trans Gisele Alessandra Schmidt e Silva fez história nesta quarta-feira (7) ao se tornar a primeira mulher trans a fazer uma sustentação oral na Corte suprema do país. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou hoje a primeira sessão do julgamento sobre a legalidade da mudança de nome de transexuais no registro civil sem a necessidade de cirurgia para mudança de sexo.

Em sua sustentação, Gisele defendeu que o Estado não pode condicionar a mudança de nome à realização da cirurgia, já que o procedimento é considerado invasivo e não é coberto pela rede pública de saúde. Ela mesma não fez a cirurgia de mudança de sexo por “não considerar que uma parte de seu corpo a define enquanto mulher e por não ter a mínima estrutura ou coragem para realizar um procedimento tão invasivo que poderia colocar sua vida em risco”.

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“Estou aqui perante Vossas Excelências hoje não apenas por mim, mas sim por toda uma população de pessoas que ainda sofre imenso constrangimento e têm sua dignidade violada diariamente. Negar a uma pessoa o direito ao nome, à expressão de sua identidade, é negar o direito de existir. Requer-se a vossas excelências que não nos neguem esse direito”, afirmou.

Para a advogada, sua presença no STF é um registro histórico.

“Sinto que estou fazendo história, mas se estou aqui perante vossas excelências é porque sou uma sobrevivente”, completou.

Após a sustentação da advogada, o julgamento foi suspenso. A data para retomada ainda não foi definida. O processo foi movido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em defesa da população trans.

*Com informações da Agência Brasil

Foto: Reprodução/TV Justiça 

 

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