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14 de agosto de 2018, 16h07

Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, diz à Cármen Lúcia que Lula é um preso político

A ministra do STF se comprometeu também a receber os militantes que estão em greve de fome em solidariedade a Lula

Adolfo Perez Esquivel e Carol Prooner. Foto: Reprodução
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Pérez Esquivel, manteve encontro, na tarde desta terça-feira (14), com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Esquivel aproveitou a ocasião para entregar à ministra o abaixo assinado proposto por ele, com 240 mil nomes que pedem a indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz. Esquivel disse que durante a reunião pode falar sobre o que se passa na América Latina e também sobre o o golpe de estado disfarçado no Brasil. “Disse a ela que o golpe que tirou Dilma do poder...

O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Pérez Esquivel, manteve encontro, na tarde desta terça-feira (14), com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Esquivel aproveitou a ocasião para entregar à ministra o abaixo assinado proposto por ele, com 240 mil nomes que pedem a indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz.

Esquivel disse que durante a reunião pode falar sobre o que se passa na América Latina e também sobre o o golpe de estado disfarçado no Brasil. “Disse a ela que o golpe que tirou Dilma do poder tinha como objetivo tirar Lula do caminho. E isso é uma séria ameaça à democracia no Brasil”, disse.

Esquivel pediu à ministra do STF que receba os militantes que estão em greve de fome em solidariedade a Lula.  “A ministra se comprometeu a recebe-los”, disse.

“Falamos também sobre a liberdade de Lula. Pedi que ela tome consciência que Lula é um preso político. Reconhecido inclusive como preso político pela Organização das Nações Unidas (ONU)”, completou.

Veja também:  Jean Wyllys: Ao comparar críticas de Lula e Bolsonaro à Miriam Leitão, Globo segue fortalecendo o fascismo

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