Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

06 de maio de 2019, 09h27

Pesquisa BTG: maioria dos empresários acredita que emprego não vai crescer em 2019

Cerca de 55% ouvidos acreditam que haverá estagnação ou retração no número de vagas. Levantamento aponta ainda apoio à reforma da Previdência e incongruência do empresariado, que pede maior abertura comercial enquanto quer mais dinheiro de bancos públicos

Mutirão por emprego levou multidão para o Vale do Anhangabaú, em São Paulo (Foto: Reprodução/ Rede Globo)

Levantamento encomendado pelo banco BTG Pactual com empresários brasileiros, divulgado nesta segunda-feira (6), mostra que as expectativas em relação à retomada do emprego com a aprovação da reforma da Previdência não são das melhores. A maioria – 55% – acredita que haverá estagnação ou retração no número de vagas. Para 43% dos empresários o nível de emprego se manterá igual, 9% acreditam que vai diminuir um pouco e 3% que diminuirá muito. Por outro lado, 31% creem que as ofertas de trabalho aumentarão um pouco e 13% que crescerão muito.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego aumentou mais um vez no último trimestre, atingindo 12,7%, uma alta de 10,2% com relação ao trimestre encerrado em dezembro. Ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuraram emprego no período.

A pesquisa sugere que para a maioria dos empresários a reforma não atingirá o impacto fiscal esperado (1 trilhão). 35% dizem que o impacto será um pouco menor, 26% igual, 17% muito menor.

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Contradições
Os dados da pesquisa revelam um setor empresarial contraditório quanto ao investimento público. Enquanto 97% concordam com maior abertura comercial no país, outros 81% dizem ser a favor da privatização de estatais, 16% contra. Em contrapartida, 52% querem mais dinheiro de bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, com 33% apoiando pouco essa medida.

Segundo o BTG, o levantamento foi realizado com abordagem telefônica junto a executivos (CEOs, presidentes, vice-presidentes, sócios-proprietários ou diretores gerais) de empresas pequenas, médias e grandes em atividade no Brasil, em uma amostra representativa do universo (exceto microempresas).

Foram ouvidos 1.000 empresários, em uma amostra controlada e ponderada conforme a distribuição das empresas por Unidade da Federação, ramo de atividade e porte (pequena, média e grande).

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