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01 de outubro de 2018, 08h53

Pesquisa FSB/Pactual: Bolsonaro cai 3% e Haddad oscila 1% para cima na votação espontânea

É o primeiro declínio do militar reformado - fora da margem de erro - desde o início da série, em 25 de agosto. Haddad saiu de 3% e foi a 18% em menos de um mês.

Bolsonaro e Haddad
Pesquisa realizada pelo Instituto FSB, realizada no fim de semana e divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra uma queda de 3 pontos porcentuais, de 31% para 28%, do candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), na intenção de voto espontânea – em que não são revelados os nomes dos candidatos. É o primeiro declínio do militar reformado – fora da margem de erro, de 2 p.p. – desde o início da série, em 25 de agosto. Fernando Haddad (PT) oscilou um ponto positivo. Desde que assumiu a cabeça de chapa da coligação, em lugar do ex-presidente Lula, no...

Pesquisa realizada pelo Instituto FSB, realizada no fim de semana e divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra uma queda de 3 pontos porcentuais, de 31% para 28%, do candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), na intenção de voto espontânea – em que não são revelados os nomes dos candidatos. É o primeiro declínio do militar reformado – fora da margem de erro, de 2 p.p. – desde o início da série, em 25 de agosto. Fernando Haddad (PT) oscilou um ponto positivo. Desde que assumiu a cabeça de chapa da coligação, em lugar do ex-presidente Lula, no dia 11 de setembro, o petista saiu de 3% e foi a 18%.

Ainda na votação espontânea, Geraldo Alckmin (PSDB) subiu 3 pontos e foi a 7%, empatando com Ciro Gomes (PDT), que manteve o porcentual da pesquisa anterior, na terceira colocação. João Amoêdo (Novo) tem 3%, Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos) marcam 1%. Mesmo fora da disputa, neste cenário, o ex-presidente Lula (PT) é lembrado por 2% dos eleitores pesquisados.

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Encomendada pelo BTG Pactual, a pesquisa de intenção de voto estimulada – em que aparecem os nomes dos candidatos – mostra que Bolsonaro oscilou 2 pontos para baixo, de 33% para 31%, e Haddad oscilou um para cima, de 23% para 24%. Pelo cálculo dos votos válidos, segundo a BTG Pactual, Bolsonaro caiu 3 pontos, de 38% para 35%, enquanto Haddad oscilou de 26% para 27%.

No cenário estimulado, Alckmin aparece numericamente à frente de Ciro Gomes – 11% a 9%. Em seguida estão Amoêdo, com 5%, Marina, 4%, Meirelles e Álvaro Dias, 2%, e Cabo Daciolo, 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

Segundo turno
Em uma simulação de segundo turno, Haddad e Bolsonaro aparecem em situação de empate técnico, com o militar reformado 1 ponto porcentual acima do petista – 43% a 42%. Nas outras simulações de segundo turno, Bolsonaro só vence a candidata da Rede, Marina Silva, por 44% a 39%. Contra Alckmin, Bolsonaro fica numericamente atrás – 42% a 41% – e na disputa com Ciro também, empatado no limite da margem de erro – 45% a 41%.

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Voto Útil
O Instituto FSB ainda pesquisou o número de eleitores que estaria disposto a mudar seu voto para impedir um candidato que não gosta de ganhar as eleições. No levantamento, 67% dos eleitores que votam em Ciro Gomes estariam dispostos a fazer esta mudança. Em seguida, está o eleitorado de João Amoêdo, 51%. Daqueles que votam em Haddad, 46% disseram que poderiam trocar pelo “voto útil”. Na sequência vêm os eleitores de Meirelles (45%), Marina (44%), Álvaro Dias e Alckmin (42%). Entre os Bolsonaristas, 34% disseram que poderiam mudar para um “voto útil”, a menor taxa entre os candidatos.

Desconhecimento
Apenas 5% dos eleitores disseram que não conhecem Bolsonaro. O porcentual é a metade daqueles que afirmam desconhecer Haddad. Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Guilherme Boulos (PSol) são os menos conhecidos – 56%, 55% e 51%, respectivamente.

Quanto ao índice de rejeição, a liderança é de Marina Silva. A candidata da Rede é rejeitada por 56% dos eleitores. Alckmin, (51%), Haddad (50%), Eymael e Bolsonaro (49%)vêm na sequência. O menor índice de rejeição é de Amoêdo – 33%.

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O Instituto FSB entrevistou 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos nas 27 Unidades da Federação (Ufs). A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos, com intervalo de confiança de 95%.

 

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