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21 de maio de 2019, 16h29

Pesquisa indica que desigualdade de renda no Brasil atinge maior patamar já registrado

Estudo mostra, ainda, que as pessoas que ganham menos sofreram mais os efeitos da crise e sentem grande dificuldade em se recuperar

Foto: Cesar Itiberê/Fotos Públicas
Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) detectou que a desigualdade de renda dos brasileiros alcançou, no primeiro trimestre de 2019, o maior patamar já registrado. O indicador usado pela pesquisa é o Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. O do Brasil ficou em 0,6257 no mês de março. O levantamento mostrou, ainda, que as pessoas que ganham menos sofreram mais os efeitos da crise em relação aos que possuem renda maior. Além disso,...

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) detectou que a desigualdade de renda dos brasileiros alcançou, no primeiro trimestre de 2019, o maior patamar já registrado.

O indicador usado pela pesquisa é o Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. O do Brasil ficou em 0,6257 no mês de março.

O levantamento mostrou, ainda, que as pessoas que ganham menos sofreram mais os efeitos da crise em relação aos que possuem renda maior. Além disso, os mais pobres estão demorando mais para se recuperar na comparação com os mais ricos.

Variação de renda

Os números que revelam este cenário são os da variação da renda média acumulada pelos 10% mais ricos da população e os 40% mais pobres:

Antes da crise, os mais ricos tiveram aumento de 5% da renda acumulada e os mais pobres, de 10%; após a crise, os mais ricos tiveram aumento de 3,3% da renda acumulada e os mais pobres, queda de mais de 20%; em sete anos, a renda acumulada dos mais ricos aumentou 8,5% e a dos mais pobres caiu 14%.

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