Exclusivo: Aprovação de Bolsonaro é idêntica entre os que recebem e não recebem o auxílio emergencial

A avaliação ótima e boa de Bolsonaro é de 36% entre os que recebem o auxílio emergencial e de 35,6% entre os que não recebem. Exatamente a mesma se fosse feito o arredondamento da casa decimal e absolutamente dentro da margem de erro, de 3,2%, da Pesquisa Fórum realizada em parceria com a Offerwise. Entre […]

A avaliação ótima e boa de Bolsonaro é de 36% entre os que recebem o auxílio emergencial e de 35,6% entre os que não recebem. Exatamente a mesma se fosse feito o arredondamento da casa decimal e absolutamente dentro da margem de erro, de 3,2%, da Pesquisa Fórum realizada em parceria com a Offerwise.

Entre os que avaliam como regular, ruim e péssimo o governo é que há uma diferença que pode indicar que o auxílio emergencial está contribuindo para que a avaliação de Bolsonaro não seja pior.

Entre o que recebem o auxílio, o regular é de 25,4% contra 19,6% dos que não recebem.

Entre os que recebem o auxílio, o ruim e péssimo é de 38,5%. E 44,6% entre os que não recebem.

Ou seja, a rejeição de Bolsonaro já é maior entre os que não recebem.

Nesta 3ª edição da Pesquisa Fórum, realizada de 10 a 13 de junho, foi a primeira vez que a pergunta sobre o auxílio emergencial foi realizada, por não haver histórico não é possível saber se esses índices eram diferentes nos meses anteriores. Mas pode ter havido um deslocamento do ruim e péssimo para o regular entre os que receberam o auxílio como também do regular para o ótimo e bom.

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O que se pode afirmar categoricamente a partir dos dados é que em junho não há diferença na avaliação positiva entre os que recebem ou não o auxílio, mas que já há em relação a avaliação negativa. E que Bolsonaro se favorece neste caso.

Pesquisa inova com metodologia

3ª Pesquisa Fórum foi realizada entre os dias 10 e 13 de junho e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

O consultor técnico da Pesquisa Fórum, Wilson Molinari, explica que os painelistas são pessoas recrutadas para responderem pesquisas de forma online. A empresa que realiza a pesquisa, a Offerwise, conta com aproximadamente 1.200.000 potenciais respondentes no Brasil. “A grande vantagem é que o respondente já foi recrutado e aceitou participar e ser remunerado pelas respostas nos estudos que tenha interesse e/ou perfil para participar. No caso da Pesquisa Fórum, por ser de opinião, não existia perfil de consumidor restrito, como, por exemplo, ter conta em determinado banco, ou possuir o celular da marca X. O mais importante era manter a representatividade da população brasileira, tais como, gênero, idade, escolaridade, região, renda, etc.”

Molinari registra que pesquisas feitas em ruas ou nos domicílios costumam ter margem de erro menor. “Porém sabemos que 90% da população brasileira possui acesso à telefonia celular e, especificamente na situação de quarentena que estamos vivendo, o método online é mais seguro do que o pessoal e sempre é menos invasivo que o telefônico”, sustenta.

Pouco usado para pesquisas de opinião no Brasil, os painéis online são adotados como método de pesquisa no mundo todo, segundo Molinari. E regulamentados pelas principais associações de pesquisa. “Os painéis hoje são amplamente utilizados para pesquisas de satisfação, imagem de marca, qualidade de produtos e serviços, opinião, etc”, acrescenta.

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Renato Rovai

Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.