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17 de junho de 2020, 08h17

Avaliação de Bolsonaro se mantém estável: Ruim e péssimo aumentam, mas ótimo e bom também

Bolsonaro tinha 39,6% de ruim e péssimo em maio e em junho este índice subiu para 41,6%

Bolsonaro conversa com apoiadores (Reprodução)

A avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manteve estável no período de maio a junho, revela a 3ª Pesquisa Fórum, mas a avaliação regular e os que não sabiam ou preferiram não avaliar seu governo entregaram percentuais para o ruim e péssimo e também para o ótimo e bom, fazendo com que Bolsonaro crescesse nas duas pontas.

O presidente da República tinha em maio, na 2ª Pesquisa Fórum, 39,6% de ruim e péssimo e avançou neste mês de junho para 41,6%. Seu ótimo e bom que era de 32% cresceu para 35,1%.

O regular que era de 24,9% se moveu para 21,5%. E aqueles que não sabiam ou não queriam responder que eram 3,6% em maio, passaram a ser apenas 1,8% em junho. Todas as mudanças, de qualquer maneira, estão dentro da margem de erro que é de 3,2% para cima e para baixo.

O apoio de Bolsonaro continua maior entre homens do que entre as mulheres. Nesta 3ª Pesquisa Fórum, 23,8% dos homens consideram sua gestão ótima, contra 13,7% das mulheres. Também são as mulheres que o avaliam pior. Entre elas, são 33,4% que consideram seu governo péssimo. Entre eles, 24,1%. Na avaliação regular os números se equivalem. Dos homens, 21,1% e das mulheres 21,9%.

Os nordestinos continuam sendo os mais críticos ao governo. Entre eles, 37,8% avaliam a gestão Bolsonaro como péssima. Na região Sul esse índice cai para 19,7%. Mas não é na região Sul que Bolsonaro tem seu maior índice de ótimo. É na região Norte, com 21,9%.

Em relação à renda o maior índice de péssimo de Bolsonaro está entre os com mais de 10 salários mínimo, 42,5%, e o menor entre os de 2 a 3 salários mínimos, 25,4%, a chamada classe C. Bolsonaro ainda mantém um forte apoio entre os considerados remediados.

Na avaliação de ótimo, a menor taxa é de até 2 salários mínimos, 15,5%, e a maior de 5 a 10 SM, 25%.

Quanto mais jovem, maior o péssimo de Bolsonaro. Quanto mais idoso, maior o ótimo. Os de 16 a 24 anos que classificam seu governo como ótimo são, 10,8%. Como péssimo, 35,5%. Entre os de 60 anos ou mais, ótimo, 26,7%; péssimo, 31,1%. Essa é uma tendência que já havia sido verificada na 2ª Pesquisa Fórum.

O eleitor que tem o maior grau de instrução é o que mais aprova Bolsonaro. São 22,7% com ensino superior que consideram sua gestão ótima, contra 17,5% que o consideram ótimo tendo apenas o ensino fundamental. Por outro lado, o maior índice de péssimo se dá entre os com ensino superior, 36,4%; contra 23% no ensino fundamental.

Pesquisa inova com metodologia

3ª Pesquisa Fórum foi realizada entre os dias 10 e 13 de junho e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

O consultor técnico da Pesquisa Fórum, Wilson Molinari, explica que os painelistas são pessoas recrutadas para responderem pesquisas de forma online. A empresa que realiza a pesquisa, a Offerwise, conta com aproximadamente 1.200.000 potenciais respondentes no Brasil. “A grande vantagem é que o respondente já foi recrutado e aceitou participar e ser remunerado pelas respostas nos estudos que tenha interesse e/ou perfil para participar. No caso da Pesquisa Fórum, por ser de opinião, não existia perfil de consumidor restrito, como, por exemplo, ter conta em determinado banco, ou possuir o celular da marca X. O mais importante era manter a representatividade da população brasileira, tais como, gênero, idade, escolaridade, região, renda, etc.”

Molinari registra que pesquisas feitas em ruas ou nos domicílios costumam ter margem de erro menor. “Porém sabemos que 90% da população brasileira possui acesso à telefonia celular e, especificamente na situação de quarentena que estamos vivendo, o método online é mais seguro do que o pessoal e sempre é menos invasivo que o telefônico”, sustenta.

Pouco usado para pesquisas de opinião no Brasil, os painéis online são adotados como método de pesquisa no mundo todo, segundo Molinari. E regulamentados pelas principais associações de pesquisa. “Os painéis hoje são amplamente utilizados para pesquisas de satisfação, imagem de marca, qualidade de produtos e serviços, opinião, etc”, acrescenta.

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