Bolsonaro avança e Haddad passa Moro em Pesquisa Fórum

Haddad, que nos meses de junho e julho estava atrás de Moro, neste ficou à frente com 14,8%.

Fernando Haddad (Foto: Agência Brasil)

Se as eleições fossem hoje Jair Bolsonaro ficaria em primeiro lugar num primeiro turno e teria como concorrente direto de novo o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo estaria na segunda posição. Esse é o cenário revelado pela 5ª Pesquisa Fórum, realizada entre os dias 21 e 24 de agosto, em parceria com a Offerwise.

Na edição de julho da Pesquisa Fórum, o ex-juiz Sergio Moro aparecia à frente de Haddad nas intenções de voto, no entanto, neste mês, houve uma virada.

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Jair Bolsonaro segue na liderança nas intenções de voto. Se as eleições fossem hoje, 41,7% dos eleitores dizem que votariam no presidente. Em junho eram 34,7%, em julho, 37,6%. Bolsonaro cresceu 7% desde junho.

Já o seu ex-ministro Sergio Moro tinha 17,9% das intenções de voto em junho. No mês seguinte, Moro se manteve estável com 17%. Neste mês, fora do governo e dos debates políticos, foram 13,3% das intenções de voto.

Haddad, que nos meses de junho e julho estava atrás de Moro, neste ficou à frente com 14,8%. Apesar de tecnicamente empatados, os índices mostram uma mudança no cenário, com a queda de Moro e a tendência de subida do petista, que em julho tinha 12,8%.

Os demais nomes cotados para a disputa de 2022 apresentam menos de 10% das intenções de voto neste mês. Atrás de Haddad, vem Luciano Huck, com 9,7%. Ciro Gomes com 7,7%. Marina Silva com 4%. João Doria com 3,7%. João Amoedo com 2,3%. Guilherme Boulos com 1,6%. E Flavio Dino com 1,2%.

Bolsonaro: mais popular entre homens, mais velhos e região Norte

O presidente Jair Bolsonaro cresceu nas intenções de voto na série histórica da Pesquisa Fórum e é entre os homens que ele tem ainda mais apoio com 51,3% das intenções de voto. As mulheres têm maior rejeição, são 33,2% que dizem que votariam nele.
Entre as pessoas com 60 anos ou mais são 49,1% de intenções de voto. Já entre os mais jovens (16 a 24 anos) está a maior resistência ao nome do militar, somente 22,8% votariam nele.

No recorte de escolaridade, entre quem tem ensino fundamental, 46,5% dizem que votariam em Bolsonaro. Entre os com ensino médio, são 39,6% e ensino superior, 38,8%.

Entre as regiões, a Norte é onde Bolsonaro tem maior intenção de voto, são 47,8%. No Centro-Oeste, são 45,6%. No Sul, 43,3%, no Sudeste, 41% e no Nordeste, 38,9%. Na região, onde o PT ainda mantém forte presença e venceu em 2018, Haddad tem 22,7%.

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Pesquisa inova com metodologia

A 5ª Pesquisa Fórum foi realizada entre os dias 21 e 24 de agosto e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

O consultor técnico da Pesquisa Fórum, Wilson Molinari, explica que os painelistas são pessoas recrutadas para responderem pesquisas de forma online. A empresa que realiza a pesquisa, a Offerwise, conta com aproximadamente 1.200.000 potenciais respondentes no Brasil. “A grande vantagem é que o respondente já foi recrutado e aceitou participar e ser remunerado pelas respostas nos estudos que tenha interesse e/ou perfil para participar. No caso da Pesquisa Fórum, por ser de opinião, não existe perfil de consumidor restrito, como, por exemplo, ter conta em determinado banco, ou possuir o celular da marca X. O mais importante é manter a representatividade da população brasileira, tais como, gênero, idade, escolaridade, região, renda, etc.”

Molinari registra que pesquisas feitas em ruas ou nos domicílios costumam ter margem de erro menor. “Porém sabemos que 90% da população brasileira possui acesso à telefonia celular e, especificamente na situação de quarentena que estamos vivendo, o método online é mais seguro do que o pessoal e sempre é menos invasivo que o telefônico”, sustenta.

Pouco usado para pesquisas de opinião no Brasil, os painéis online são adotados como método de pesquisa no mundo todo, segundo Molinari. E regulamentados pelas principais associações de pesquisa. “Os painéis hoje são amplamente utilizados para pesquisas de satisfação, imagem de marca, qualidade de produtos e serviços, opinião, etc”, acrescenta.

Este post foi modificado pela última vez em 29 ago 2020 - 11:27 11:27

Dri Delorenzo: Jornalista e editora executiva da Revista Fórum.