Lula é o candidato com menor rejeição e maior potencial de voto, diz Pesquisa Fórum

Sergio Moro fica à frente de Bolsonaro, que enfrenta forte resistência entre as mulheres, jovens e nordestinos

O ex-presidente Lula é o possível candidato em 2022 com menor índice de rejeição, segundo a 8ª Pesquisa Fórum, realizada entre os dias 12 e 16 de março, em parceria com a Offerwise. De acordo com o levantamento, 51,3% dizem que não votariam no petista de maneira alguma, enquanto 28,9% afirmam que votariam com certeza e 19,9%, que poderiam votar.

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Em segundo lugar está Sergio Moro: 57,3% não votariam de forma alguma no ex-juiz, 27,5% poderiam votar e 15,2% votariam com certeza.

Jair Bolsonaro vem em seguida, 59,2% responderam que não votariam de jeito algum nele, 27,3% votariam com certeza e 13,5% poderiam votar.

Portanto o potencial de voto do petista é maior (48,8%) do que o do ex-capitão (40,8%) e do que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (42,7%).

Esta edição da Pesquisa Fórum mostra que Lula e Bolsonaro lideram as intenções de voto, se as eleições fossem hoje. O petista venceria o atual presidente no segundo turno e ficaria à frente já no primeiro em um cenário mais concentrado com apenas quatro candidatos, sendo os outros dois Ciro Gomes e João Doria.

Tanto Doria como Ciro enfrentam maior resistência do eleitorado. 64% dos entrevistados dizem que não votariam no pedetista de maneira alguma, 8,1% votariam com certeza e 27,9% poderiam votar. Já em relação ao governador de São Paulo, João Doria, 70,6% não votariam, 22,3% poderiam votar e 7,1% votariam com certeza.

Luciano Huck, apesar de ser conhecido nacionalmente pela TV Globo, também enfrenta resistência, pois 63,1% dos entrevistados disseram que não votariam nele, 25,6% poderiam votar e 11,4% votariam com certeza.

Sobre Fernando Haddad, que substituiu Lula em 2018, quando o ex-presidente foi impedido de disputar a eleição, 68,3% dizem que não votariam de maneira alguma no ex-ministro da Educação, 21,2% poderiam votar e 10,4% votariam com certeza.

Já Guilherme Boulos, do PSOL, tem 78,7% de não votariam, 16,5% poderiam votar e 4,8% votariam com certeza. Em Flavio Dino, governador do Maranhão, 84,7% não votariam, 12,9% poderiam votar e 2,3% votariam com certeza. Em João Amôedo, que foi candidato a presidente pelo Novo em 2018, 78,9% não votariam, 17,1% poderiam votar e 4% votariam com certeza. 

Lula X Bolsonaro

Enquanto o ex-presidente Lula tem maior potencial de votos entre os mais jovens, Bolsonaro tem maior eleitorado entre os mais velhos. Entre as pessoas acima de 60 anos, 34,4% dizem que votariam com certeza nele.

No Nordeste, 44,3% dos entrevistados afirmam que votariam em Lula com certeza. O Sudeste é onde o petista enfrenta maior rejeição, apenas 18,6% votariam com certeza. Já Bolsonaro, tem maior potencial de votos no Centro-Oeste e Sudeste.   

As mulheres preferem o ex-presidente Lula a Bolsonaro. Entre elas, 33,2% votariam com certeza no petista. Já em Bolsonaro, apenas 18,7%.

Bolsonaro também tem maior potencial de voto entre aqueles com maior renda, ao contrário de Lula. Entre os que ganham acima de 10 salários mínimos, 44,6% dizem que votariam com certeza em Bolsonaro. Em Lula, são apenas 5,7%.

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Pesquisa inova com metodologia

A 8ª Pesquisa Fórum foi realizada entre os dias 12 e 16 de março, em parceria com a Offerwise, e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

O consultor técnico da Pesquisa Fórum, Wilson Molinari, explica que os painelistas são pessoas recrutadas para responderem pesquisas de forma online. A empresa que realiza a pesquisa, a Offerwise, conta com aproximadamente 1.200.000 potenciais respondentes no Brasil. “A grande vantagem é que o respondente já foi recrutado e aceitou participar e ser remunerado pelas respostas nos estudos que tenha interesse e/ou perfil para participar. No caso da Pesquisa Fórum, por ser de opinião, não existe perfil de consumidor restrito, como, por exemplo, ter conta em determinado banco, ou possuir o celular da marca X. O mais importante é manter a representatividade da população brasileira, tais como, gênero, idade, escolaridade, região, renda, etc.”

Molinari registra que pesquisas feitas em ruas ou nos domicílios costumam ter margem de erro menor. “Porém sabemos que 90% da população brasileira possui acesso à telefonia celular e, especificamente na situação de quarentena que estamos vivendo, o método online é mais seguro do que o pessoal e sempre é menos invasivo que o telefônico.”

Pouco usado para pesquisas de opinião no Brasil, os painéis online são adotados como método de pesquisa no mundo todo, segundo Molinari. E regulamentados pelas principais associações de pesquisa. “Os painéis hoje são amplamente utilizados para pesquisas de satisfação, imagem de marca, qualidade de produtos e serviços, opinião, entre outras”, acrescenta.

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Dri Delorenzo

Jornalista, especializada em Meio Ambiente e Sociedade (FESPSP) e mestre em Comunicação Digital pela UFABC. É editora executiva da Revista Fórum.