Maioria defende vacina obrigatória e tomaria qualquer uma aprovada pela Anvisa

Pesquisa Fórum: Mulheres, jovens e pessoas de renda até 2 salários mínimos estão entre os mais favoráveis à imunização obrigatória

A 7ª Pesquisa Fórum aponta que a maioria da população brasileira defende a vacinação obrigatória contra o coronavírus em meio à pandemia que já provocou mais de 161 mil mortes no país. Essa posição contraria a do presidente Jair Bolsonaro, que se opõe à medida.

Além disso, a maioria da população também não tem preferência entre os imunizantes e recorreria à vacinação de qualquer medicação que fosse autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa ouviu 1000 pessoas de todo o país entre os dias 4 e 9 de novembro.

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Vacina obrigatória

Sobre a vacinação obrigatória, 58,4% dos entrevistados se disseram a favor da medida, que garantiria uma imunidade maior para a população. 32,6%, menos de um terço da população, se opuseram à obrigatoriedade. Os outros 9% não souberam opinar.

A pesquisa aponta uma diferença percentual com relação ao gênero, mostrando que as mulheres são mais favoráveis à imunização obrigatória: 60,9% se colocam a favor e apenas 29,0% contra. Entre os homens, são 54,7% a favor e 37,9% – mais de um terço – contra.

Pessoas mais jovens (16 a 24 anos) e entre 45 e 59 anos, de ensino fundamental ou superior e renda de até 2 salários mínimos são as mais favoráveis à determinação da vacinação obrigatória, com mais de 60% de adesão.

Por outro lado, a rejeição ultrapassa os 40%, entre quem tem 60 anos ou mais e renda entre 5 e 10 salários mínimos.

Entre as regiões do Brasil, o Sul é a mais favorável a uma vacinação obrigatória, enquanto o Norte é quem mais rechaça. Nos estados do Sul, 62,8% defendem a imunização obrigatória, enquanto nos do Norte 40,8% rejeitam a ideia.

Qual vacina?

A pesquisa ainda questionou os entrevistados se haveria alguma preferência em relação às vacinas Coronavac – desenvolvida pelo Instituto Bantantã e pela farmacêutica chinesa Sinovac -, Sputinik V – do Instituto Gameleya, baseado em Moscou – e ao imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.

A maioria, no entanto, demonstrou que não teria uma preferência e se imunizaria com “qualquer vacina desde que seja aprovada pela Anvisa”. 61,5% dos entrevistaram escolheram essa opção.

A opção “Oxford (Inglesa)” apareceu em segundo com 20,8% da menções, seguida pela “Coronavac – Instituto Butantã – São Paulo (Chinesa)”, com 15,8%. A opção “Sputinik (Rússia)”, único imunizante dos três que não passou por ensaios clínicos no Brasil, vem mais atrás, com 6,7% da “preferência”.

Além disso, 15,0% afirmam que não pretendem se vacinar, um percentual que fica em 17,2% entre os homens e 13,5% entre as mulheres.

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Pesquisa inova com metodologia

7ª Pesquisa Fórum foi realizada entre os dias 4 e 9 de novembro, em parceria com a Offerwise, e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

O consultor técnico da Pesquisa Fórum, Wilson Molinari, explica que os painelistas são pessoas recrutadas para responderem pesquisas de forma online. A empresa que realiza a pesquisa, a Offerwise, conta com aproximadamente 1.200.000 potenciais respondentes no Brasil. “A grande vantagem é que o respondente já foi recrutado e aceitou participar e ser remunerado pelas respostas nos estudos que tenha interesse e/ou perfil para participar. No caso da Pesquisa Fórum, por ser de opinião, não existe perfil de consumidor restrito, como, por exemplo, ter conta em determinado banco, ou possuir o celular da marca X. O mais importante é manter a representatividade da população brasileira, tais como, gênero, idade, escolaridade, região, renda, etc.”

Molinari registra que pesquisas feitas em ruas ou nos domicílios costumam ter margem de erro menor. “Porém sabemos que 90% da população brasileira possui acesso à telefonia celular e, especificamente na situação de quarentena que estamos vivendo, o método online é mais seguro do que o pessoal e sempre é menos invasivo que o telefônico.”

Pouco usado para pesquisas de opinião no Brasil, os painéis online são adotados como método de pesquisa no mundo todo, segundo Molinari. E regulamentados pelas principais associações de pesquisa. “Os painéis hoje são amplamente utilizados para pesquisas de satisfação, imagem de marca, qualidade de produtos e serviços, opinião, entre outras”, acrescenta.

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.

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Renato Rovai
Editor da Revista Fórum

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