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31 de janeiro de 2017, 09h06

PF deflagra operação “vortex” para investigar jato de Eduardo Campos

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 31, a operação Vórtex, desdobramento da operação Turbulência, que investiga indícios de corrupção na compra do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Indícios de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro foram descobertos durante a análise de contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião.

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 31, a operação Vórtex, desdobramento da operação Turbulência, que investiga indícios de corrupção na compra do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Indícios de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro foram descobertos durante a análise de contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião. Da Redação com Informações do Diário de Pernambuco A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã deesta terça-feira, por volta das 6h, a Operação Vórtex, que é um desmembramento da Operação Turbulência. No jargão aeronáutico, vórtex (ou vórtice) é o nome...

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 31, a operação Vórtex, desdobramento da operação Turbulência, que investiga indícios de corrupção na compra do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Indícios de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro foram descobertos durante a análise de contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião.

Da Redação com Informações do Diário de Pernambuco

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã deesta terça-feira, por volta das 6h, a Operação Vórtex, que é um desmembramento da Operação Turbulência. No jargão aeronáutico, vórtex (ou vórtice) é o nome dado ao movimento de massas de ar em formato de redemoinho ou ciclone que geralmente precede a turbulência.

É que, ao analisar as contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião Cessna Citation prefixo PR-AFA, envolvido no acidente fatal do ex-governador e então candidato à Presidência Eduardo Campos, observou-se que os valores transferidos por uma das empresas investigadas na Operação Turbulência lhe haviam sido na verdade repassados, dois dias antes, por uma terceira empresa, que ainda não havia sido alvo da investigação original. A exatidão do montante e o curto lapso temporal envolvido nas duas transações sugerem, assim, que a conta investigada na Operação Turbulência tenha sido mera conta de passagem.

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Ao investigar mais a fundo a empresa remetente dos recursos, verificou-se que ela possui contratos milionários com o governo do Estado e que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador do estado, Eduardo Campos.

Nesta fase da investigação, 30 policiais federais estão dando cumprimento a 10 ordens judiciais, sendo 6 mandados de busca e apreensão (4 no bairro de Boa Viagem, 1 no Pina e 1 em Jaboatão dos Guararapes) e 4 mandados de condução coercitiva (todos no bairro de Boa Viagem). Não estão sendo divulgados nomes. Os envolvidos estão sendo trazidos para a sede da PF para prestar esclarecimentos.

Os eventuais crimes que estão sendo investigados são: corrupção artigo 333 do Código Penal, direcionamento de licitação artigo 90 lei 8666/93, lavagem dinheiro artigo 1º da lei 9613/98. O superintendente regional da PF em Pernambuco, Marcello Diniz Cordeiro, falará com a imprensa a partir das 10h, na sede da instituição, no Cais do Apolo, no Recife.

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Delação de João Lyra

Na última terça-feira (24), o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, conhecido como João Lyra, assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Lyra foi pontado pela Polícia Federal como responsável por entregar propina de empreiteiras ao ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) – morto em um acidente de avião, em agosto de 2014, durante a campanha presidencial.

O acordo ainda precisa ser homologada pela Justiça e João Lyra deve prestar depoimento nas próximas semanas. Além dele, também optaram pela delação Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira. Os três empresários pernambucanos foram alvos da operação Turbulência, responsável por investigar o arrendamento da aeronave Cessna Citation PR-AFA que caiu em Santos e vitimou o então candidato Eduardo Campos.

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