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17 de junho de 2019, 16h19

Polícia do Rio prende filho de deputada e pastor morto com 30 tiros em Niterói

Polícia investiga se um dos 55 filhos de pastor com deputada estadual é o autor dos 30 tiros que o mataram na noite deste domingo

A deputada federal Flordelis possui 55 filhos com pastor morto, a maioria adotados (Reprodução)
A polícia do Rio de Janeiro prendeu na tarde desta segunda-feira (17) um dos filhos da deputada federal Flordelis e do pastor Anderson do Carmo Souza, morto na madrugada deste domingo (16). O corpo do pastor tinha 30 marcas de tiros. Segundo reportagem de Carlos Brito, Felipe Freire e Guilherme Santos para o G1, a polícia afirma que o filho do casal tinha tinha um mandado de prisão em aberto por violência doméstica. A identidade dele ainda não foi divulgada. O rapaz foi preso durante o enterro de Souza em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. A deputada Flordelis...

A polícia do Rio de Janeiro prendeu na tarde desta segunda-feira (17) um dos filhos da deputada federal Flordelis e do pastor Anderson do Carmo Souza, morto na madrugada deste domingo (16). O corpo do pastor tinha 30 marcas de tiros.

Segundo reportagem de Carlos Brito, Felipe Freire e Guilherme Santos para o G1, a polícia afirma que o filho do casal tinha tinha um mandado de prisão em aberto por violência doméstica. A identidade dele ainda não foi divulgada.

O rapaz foi preso durante o enterro de Souza em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. A deputada Flordelis e o pastor têm 55 filhos, a maioria adotados.

A deputada Flordelis contesta a hipótese de que um de seus filhos adotivos seja o autor do crime. “Isso é ridículo, acusar alguém sem provas”, disse a parlamentar durante o enterro.

Durante a perícia realizada na residência do casal, a Delegacia de Homicídios de Niterói colheu material dos cães da casa da deputada e enviou o material para exame toxicológico. O objetivo do exame – cujo resultado deve ser concluído nesta terça-feira (18) – é determinar se os cães foram dopados, uma vez que os animais não reagiram à presença do responsável ou responsáveis pelo homicídio.

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Diante da ausência de reação dos animais, a polícia começou a trabalhar com a possibilidade do crime ter sido praticado por alguém conhecido ou próximo à família.

Os policiais também analisaram imagens das câmeras de segurança da vizinhança para saber quantas pessoas participaram do crime. Sabe-se, porém, que o assassinato foi cometido com pistola nove milímetros – todos os disparos feitos contra Anderson eram desse calibre.

Diante da quantidade de tiros, a hipótese de latrocínio já é quase que totalmente descartada.

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