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11 de julho de 2019, 22h06

Polícia Federal confirma que presos da Lava Jato foram grampeados ilegalmente

Análise da PF mostra que a Lava Jato gravou ilegalmente 260 horas (cerca de 11 dias) de conversas em 2014; grampos, que envolvem os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, podem render mais problemas ao ex-juiz Sérgio Moro

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, que era o principal juiz da operação Lava Jato, pode vir a ter novos problemas. Afastado de sua pasta após um pedido de licença, Moro vem sendo confrontado com conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que mostram uma postura parcial e um conluio com procuradores quando era juiz. Nesta quinta-feira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Polícia Federal confirmou que fez uma análise e constatou que a Lava Jato grampeou presos da operação de maneira ilegal. De acordo com a PF, a Lava Jato grampeou ilegalmente, em 2014, 260 horas (cerca de...

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, que era o principal juiz da operação Lava Jato, pode vir a ter novos problemas. Afastado de sua pasta após um pedido de licença, Moro vem sendo confrontado com conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que mostram uma postura parcial e um conluio com procuradores quando era juiz. Nesta quinta-feira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Polícia Federal confirmou que fez uma análise e constatou que a Lava Jato grampeou presos da operação de maneira ilegal.

De acordo com a PF, a Lava Jato grampeou ilegalmente, em 2014, 260 horas (cerca de 11 dias) de conversas de figuras como os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. À época, Moro era o juiz que conduzia a operação.

Há poucas semanas  Youssef, um dos primeiros delatores da Lava Jato, foi ouvido pela Polícia Federal, em São Paulo, sobre a instalação de um grampo ilegal em sua cela, em 2014.

Chegou-se a cogitar na época que se tratava de um aparelho antigo, instaurado em 2008 para ouvir o traficante Fernandinho Beira-Mar, que foi preso na mesma cela anos antes.

Veja também:  Future-se: o novo requentado

Um agente da PF, no entanto, relatou, em depoimento, que instalou o grampo no local em 2014 e que o objetivo era, efetivamente, vigiar Youssef. A PF passou a investigar o caso.  Na época Moro deu pouca importância à denúncia que agora, segundo a PF, foi comprovada.

 

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