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06 de julho de 2019, 07h53

Polícia Federal troca delegado que investiga suposta “invasão hacker” ao celular de Moro

São ao todo quatro inquéritos da PF para apurar um suposto ataque cibernético ao celular do ministro que teria dado origem as conversas que vêm sendo divulgadas pelo The Intercept Brasil e veículos parceiros; nenhum deles investiga o conteúdo dos vazamentos

O ex-juiz Sérgio Moro, que insiste na narrativa de que hackers obtiveram e adulteraram suas conversas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O delegado que comanda a investigação sobre uma suposta “invasão hacker” ao celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi trocado. A informação foi confirmada pela Polícia Federal ao portal G1, mas os motivos da troca do delegado e o nome dos envolvidos no comando das apurações não foram divulgados. Subordinada ao próprio Moro, a PF já instaurou quatro inquéritos para apurar o suposto ataque cibernético que, de acordo com os investigadores, teria dado origem as conversas, segundo Moro possivelmente adulteradas, que vêm sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil e veículos parceiros, como a Folha de S. Paulo e...

O delegado que comanda a investigação sobre uma suposta “invasão hacker” ao celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi trocado. A informação foi confirmada pela Polícia Federal ao portal G1, mas os motivos da troca do delegado e o nome dos envolvidos no comando das apurações não foram divulgados.

Subordinada ao próprio Moro, a PF já instaurou quatro inquéritos para apurar o suposto ataque cibernético que, de acordo com os investigadores, teria dado origem as conversas, segundo Moro possivelmente adulteradas, que vêm sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil e veículos parceiros, como a Folha de S. Paulo e a Veja, além do jornalista Reinaldo Azevedo. Todos os veículos confirmam a autenticidade dos diálogos, que mostram uma atuação parcial e política de Moro enquanto juiz na condução da operação Lava Jato.

Nenhum dos inquéritos da PF, no entanto, apura o conteúdo das conversas vazadas, o que vem gerando críticas entre jornalistas e políticos que compõem a oposição ao governo. Durante a audiência de Moro na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (3), o deputado federal Paulo Pimente (PT-RS) levou uma declaração para que o ministro assinasse, autorizando o Telegram a abrir o sigilo de suas mensagens no aplicativo, que ficam salvas no servidor, para sanar qualquer dúvida sobre supostas alterações nos diálogos. Moro, no entanto, se recusou a assinar.

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Na sexta-feira (5) a revista Veja trouxe em sua matéria de capa diálogos inéditos que mostram que Fausto Silva, o Faustão, chegou a dar conselhos a Moro sobre como falar da operação Lava Jato para o público. O apresentador confirmou a autenticidade da conversa.

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