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30 de maio de 2018, 22h05

12 horas após a prisão, Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto novamente

Já é a segunda vez que o ministro do STF manda soltar o ex-diretor da Dersa, apontado como operador de propina do PSDB durante governos de Alckmin e Serra em São Paulo

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Não durou nem 12 horas a nova prisão de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao ex-diretor da empresa paulista de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) no início da noite desta quarta-feira (30).

Esse é o segundo habeas corpus concedido pelo ministro ao acusado neste mês. No dia 11 de maio, um mês após sua primeira prisão, o ex-diretor foi beneficiado com outra decisão de Gilmar Mendes. Desta vez, o ministro do STF entendeu que a decisão da Justiça de São Paulo que determinou a nova prisão é ilegal por não demonstrar fatos concretos para justificar a medida.

Paulo Preto é apontado como operador de propinas do PSDB durante os governos de Geraldo Alckmin e José Serra, entre 2009 e 2011. Ele teria, de acordo com a acusação, desviado mais R$ 7,7 milhões em obras pactuadas com o governo paulista.

Delação

De acordo com informações levantadas pelo Blog do Rovai, o operador tucano tem munição suficiente para acabar com o PSDB de São Paulo. E a sua delação seria uma pá de cal na candidatura Alckmin. A expectativa seria que com a nova prisão, anulada agora por Gilmar, o ex-diretor conseguisse negociar o benefício.

Segundo documento sigiloso que as autoridades suíças enviaram ao Brasil, Paulo Preto abriu quatro contas no banco Bordier & Cie, em Genebra, com um saldo de US$ 34,4 milhões. O fato se deu quarenta e três dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da Dersa (empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo), em 24 de maio de 2007.

 


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