Moro pode ser candidato a vice de Bolsonaro em 2022, diz Mônica Bergamo

Jornalista afirma que a possibilidade de Moro ser candidato a vice-presidente em uma chapa com Jair Bolsonaro já começa a ser trabalhada no meio político; hipótese seria mais provável que uma indicação ao STF

Jair Bolsonaro e Sergio Moro (Foto: Isaac Amorim/MJSP)
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Mergulhado no escândalo das conversas com procuradores da Lava Jato que indicam uma condução parcial dos processos enquanto juiz, o ministro Sérgio Moro, mesmo com a imagem arranhada, pode ser candidato a vice-presidente em uma chapa com Jair Bolsonaro em 2022. As informações são de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De acordo com a jornalista, a possibilidade já vem sendo trabalhada no meio político e se trata de uma hipótese mais provável que uma indicação de Moro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). "A hipótese poderia se concretizar caso a indicação de Moro para o STF (Supremo Tribunal Federal) seja inviabilizada. Moro enfrenta resistência na corte e no Senado, que aprova a indicação para o STF. Antes mesmo do escândalo das mensagens, sua candidatura era considerada frágil", escreveu a jornalista em sua coluna deste sábado (6). O próprio ministro da Justiça, quando perguntado se ele mesmo seria candidato à presidência nas próximas eleições, afirmou que "o candidato do governo vai ser o presidente à reeleição". A declaração foi dada nesta sexta-feira (5) em um evento com empresários e está em sintonia com Bolsonaro, que no final de junho admitiu pela primeira vez que pretende pleitear mais um mandato para comandar o Executivo brasileiro. O presidente, que se refere a Moro como "herói nacional", vem saindo em defesa do ex-juiz diante dos vazamentos de conversas que vem desnudando sua conduta até então considerada, por muitos, como ética. Bolsonaro, inclusive, prometeu levar Moro para assistir com ele a final entre Brasil e Argentina pela Copa América, neste domingo (26) no Maracanã, para testar sua popularidade e a do ex-juiz. "O povo vai dizer se nós estamos certos ou não", afirmou.