Haddad diz que governo quer aumentar orçamento da Defesa para "comprar uma guerra que não é nossa"

O ex-ministro criticou os novos planos de Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa

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O ex-ministro Fernando Haddad criticou nesta sexta-feira (17) a nova Política Nacional de Defesa (PND) e a nova Estratégia Nacional de Defesa (END) que será apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso nos próximos dias.

Haddad relacionou o incremento no orçamento previsto no END, que pede 2% do PIB para o Ministério da Defesa, com a mudança no PND que reconhece a América do Sul como uma região de possíveis crises e tensões.

"Qual é a crise e tensão que tem na região que envolva o Brasil desde a Guerra do Paraguai? Meu temor é que nós venhamos aumentar o orçamento da defesa para comprar uma guerra que não é nossa", afirmou durante a Conferência Nacional dos Bancários.

"Nós estamos falando de militares que estão servindo ao governo americano, pago pelo contribuinte brasileiro, e estamos falando de militares bolsonaristas que querem aumentar o orçamento da Defesa alertando, no PND, que visa combater as tensões crescentes na região", detalhou.

Segundo Haddad, a "guerra" que pode ser comprada tem a ver com o "interesse dos Estados Unidos em transformar a Venezuela em um quintal".

"Se tem alguma coisa que representa uma ameaça é o Trump nos Estados Unidos e o Bolsonaro no Brasil. Não estamos diante de um mau governo. É um mau governo que tem pretensões de minar, solapar as bases institucionais da redemocratização que garantem que nós possamos lutar por direitos com liberdade", disse ainda.

Além de Haddad, participam da Conferência o governador do Maranhão, Flávio Dino, o ex-presidente Lula e o líder do MTST, Guilherme Boulos.

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