Maia diz que Bolsonaro supera "delírios e devaneios de Trump", mas ignora impeachment

O presidente da Câmara, se eximiu da responsabilidade e disse que os partidos devem acionar a Justiça contra o chefe do Executivo

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputado, Rodrigo Maia (DEM-RJ), repudiou as declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (7) sobre a invasão do Congresso dos Estados Unidos por golpistas apoiadores do presidente não-reeleito Donald Trump, mas se eximiu de suas responsabilidades como líder da Câmara.

Em tom de ameaça, Bolsonaro alegou que foi “roubado” nas eleições de 2018 e disse que distúrbios piores poderão acontecer no Brasil em 2022 caso não seja adotado o voto impresso.

Maia considerou a postura do presidente como "gravíssima", mas se limitou a repassar a demanda para o Poder Judiciário.

"A frase do presidente Bolsonaro é um ataque direto e gravíssimo ao TSE e seus juízes. Os partidos políticos deveriam acionar a Justiça para que o presidente se explique. Bolsonaro consegue superar os delírios e os devaneios de Trump", escreveu no Twitter.

Apenas no ano de 2020 foram apresentados mais de 50 pedidos de impeachment contra o ex-capitão, um recorde. Nenhum deles entrou em pauta.

Antes da "recomendação" de Maia, o PT apresentou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a instauração de uma processo administrativo para investigar se houve improbidade administrativa e civil por parte de Bolsonaro.

“Não se pode admitir, ou sequer pressupor, que se trata de simples e direta leviandade promovida pelo Presidente da República, porque isso atenta contra a própria instituição da Justiça Eleitoral e a democracia, caso contrário, nos parece caracterizar conduta passível de responsabilização”, afirma a legenda.

https://twitter.com/RodrigoMaia/status/1347248748863369217