Após filiar Moro, Podemos quer Rosangela como candidata em 2022

Ela deve entrar na legenda quando voltar dos Estados Unidos, até o fim do ano. Partido aposta na mesma estratégia dos filhos de Bolsonaro, eleitos com votos herdados do pai

Foto: Reprodução/Instagram
Escrito en POLÍTICA el

A advogada curitibana Rosangela Wolff Moro, esposa do ex-juiz Sergio Moro, poderá ser a nova filiada do Podemos. Segundo informações do Radar, da "Veja", o partido que abriu as portas ao ex-ministro agora quer lançar Rosangela como candidata a deputada federal por São Paulo em 2022.

Ela deve entrar no Podemos quando voltar dos Estados Unidos, até o fim do ano. A sigla aposta na mesma estratégia dos filhos de Bolsonaro, eleitos com votos herdados do pai.

A ideia é que a esposa de Moro também seria capaz de surfar na suposta onda do marido. A investida seria, ainda, uma resposta aos boatos espalhados pelo grupo do governador João Doria (PSDB) sobre a viabilidade eleitoral do ex-juiz da Lava Jato para o Senado em São Paulo.

Ao lançar Rosangela em São Paulo, o partido espera, também, abocanhar o maior colégio eleitoral do país. Isso porque um candidato muito bem votado, como os correligionários de Moro esperam que seria o caso de Rosangela, pode acabar elegendo alguns outros do mesmo partido.

Podemos quer general Santos Cruz como palanque no Rio

Dirigentes do Podemos querem, também, que o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que se filiará ao partido na próxima semana, saia candidato nas eleições de 2022 pelo Rio de Janeiro.

Ministro da Secretaria de Governo no começo do mandato de Jair Bolsonaro, e um dos primeiros expurgados da gestão extremista do atual presidente, Santos Cruz estaria articulando apoio à candidatura de Moro com militares de alta patente que não estão mais “fechados” com o chefe do Executivo federal.

De acordo com a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, o objetivo seria usar a candidatura do militar como palanque para o ex-juiz no Rio de Janeiro, já que ele não tem apoio no Estado. Além disso, a sigla vê um número relevante de militares no Rio, o que aumenta as chances eleitorais de Santos Cruz.

À coluna, o general afirmou que só pretende decidir por qual o estado disputará as próximas eleições “lá na frente, no próximo ano”. Além do Rio, outra opção seria ele concorrer pelo Distrito Federal.