Dino destrói slogan de Moro: “Não é adequado para juiz incompetente e suspeito”

O ex-ministro de Bolsonaro voltou ao Brasil para se filiar ao Podemos e disputar as eleições à presidência ou ao senado em 2022

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PT). (Foto: Divulgação)
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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), usou as redes sociais para fazer um comentário contundente sobre a volta de Sergio Moro ao Brasil e suas aspirações políticas. O ex-juiz vai se filiar ao Podemos no dia 10 de novembro, visando se candidatar à presidência ou ao senado às eleições de 2022.

“O conceito de ‘justo’ não é adequado para um juiz que foi declarado incompetente e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal. Tampouco pode ser considerado ‘justo’ alguém que alimentou e serviu alegremente a Bolsonaro, até ser descartado”, postou Dino.

https://twitter.com/FlavioDino/status/1455617294130941961

Moro adotou um discurso nacionalista e mostrou, no Twitter, qual será seu “slogan de campanha”: “Um Brasil justo para todos”.

A história do ex-juiz e ex-ministro de Jair Bolsonaro mostra que não é bem assim.

Por exemplo, a conduta de Moro, durante sua trajetória à frente da Lava Jato, deixou claro que a justiça não era para todos, principalmente para o ex-presidente Lula, que ficou 580 dias preso injustamente, em consequência das ações arbitrárias e mal-intencionadas do ex-juiz.

O próprio Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que tardiamente, reconheceu que Moro era suspeito e incompetente para julgar as ações do ex-presidente. Com nisso todas as denúncias contra Lula, no âmbito da Lava Jato, foram anuladas.

Pesquisa

Uma sondagem realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas publicada nesta segunda-feira (1) revelou que 57,7% dos brasileiros não querem que Moro, ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, seja candidato à presidência da República na eleição de 2022.

De acordo com os dados apresentados, essa rejeição é pouco maior entre os homens (58,6%) do que entre as mulheres (56,9%) e bem mais acentuada entre cidadãos com ensino superior (63,4%), jovens de 16 a 24 anos (62,1%) e moradores do Nordeste (64,2%).

Fato que merece destaque no levantamento é que em nenhum segmento social (por idade, gênero, condição econômica, escolaridade ou região geográfica) o ex-magistrado federal recebe apoio majoritário para pôr em prática seu desejo de disputar a faixa presidencial.