Fachin é um militante da extrema-direita no Supremo, diz Pedro Serrano

Para o jurista, ministro quer "controlar" as eleições de 2022. "Há um projeto no país de controlar a democracia", afirma

O jurista Pedro Serrano - Foto: Divulgação
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O jurista Pedro Serrano afirmou em entrevista ao Fórum Onze e Meia, nesta terça-feira (23), que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou uma "postura política" em relação à suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Segundo Serrano, Fachin se comporta como um "militante da extrema-direita no Supremo".

A ação que discute se Moro foi parcial nas condenações do ex-presidente Lula foi incluída na pauta desta terça-feira (23) pelo ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do STF. Os ministros Edson Fachin e Carmen Lúcia já votaram contra a suspeição do ex-juiz.

"É um militante da extrema-direita no Supremo. Ele tá querendo controlar a eleição do ano que vem. Há um projeto no país de controlar a democracia brasileira, manter aqui como uma democracia à direita. A esquerda só se aceita se não tiver chance eleitoral. Isso houve na Venezuela, em uma série de países da América do Sul", afirmou o jurista. "Nós somos América Latina, isso aqui é para ser controlado, não é para ter democracia europeia", ironizou.

Quando declarou seu voto contra a suspeição de Moro, Fachin disse que a medida teria potencial de anular toda a Lava Jato. Serrano, no entanto, discorda do ministro.

"A Lava Jato não existe no mundo jurídico. Ela é um conceito de marketing para designar mais de 100 processos. Se a intenção for perseguir corrupto, anular dois ou três casos não vai derrubar a Lava Jato", afirma o jurista. "A finalidade não era essa. A finalidade era derrubar Lula, por isso que 'derruba a Lava Jato'", completou.

Confira a entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=QGqVDaEIG48