Braga Netto mudou ordem do dia sobre golpe de 64: data deve ser "celebrada"

Outro trecho, sobre as Forças cumprirem função de instituição de Estado, também foi excluído

Jair Bolsonaro e Braga Netto (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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Assim que assumiu o Ministério da Defesa, o general Walter Braga Netto mudou a ordem do dia alusiva ao golpe militar de 31 de março de 1964 que havia sido escrita pelo antecessor, general Fernando Azevedo e Silva, que foi demitido na segunda-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

Ao invés da versão de seu antecessor, a de Braga Netto afirma que a data deve ser "celebrada" como um marco da história.

Outro trecho, sobre as Forças cumprirem função de instituição de Estado, também foi excluído.

Aliados de Azevedo consideraram as ações simbólicas e que elas foram um gesto para Bolsonaro.

"O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março", diz a ordem do dia publicada na terça-feira (30) e assinada por Braga Netto.

Tradicionalmente, por uma questão hierárquica o ministro da Defesa apresenta o texto ao presidente da República antes de publicá-lo.

Com informações da Folha