TSE pode incluir live de Bolsonaro sobre "fraude" no inquérito das fake news

O prazo para o presidente apresentar ao tribunal provas de suposta fraude nas urnas se esgota na segunda-feira

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Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, vão discutir na próxima semana se a live em que o presidente Jair Bolsonaro faz alegações falsas sobre a ocorrência de fraude eleitoral nas urnas em 2014 e 2018 será incluída no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de ter feito uma forte discurso prometendo "provas", o mandatário chegou a admitir que não as tinha.

Segundo informações do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, os ministros Luis Felipe Salomão, corregedor do TSE, e Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, vão debater se as acusações feitas por Bolsonaro sobre supostas fraudes se encaixam nas investigações.

Salomão deu até segunda-feira para Bolsonaro apresentar provas das suas alegações - o que não deve ocorrer. A conversa com Moraes deve ocorrer depois dessa data.

“Considerando o teor das manifestações que sugerem haver inconformidades no processo eleitoral, oficie-se às autoridades que as tenham produzido para que apresentem, no prazo de 15 dias, evidências ou informações de que disponham, relativas à ocorrência de eventuais fraudes ou inconformidades em eleições anteriores”, dizia ofício assinado por Salomão em 21 de julho.

Em portaria anexada ao ofício, o relator listou 6 declarações públicas de Bolsonaro sobre suposta fraude.

O ministro é também o relator das ações que pedem cassação da chapa Bolsonaro-Hamilton Mourão no TSE.

Bolsonaro sem provas

Na live realizada na quinta, Bolsonaro acabou admitindo não ter as prometidas provas de supostas fraudes no sistema eleitoral brasileiro. Durante transmissão, presidente exibiu vídeos desconexos, fez campanha antecipada para 2022 em TV pública e levantou insinuações contra o presidente do TSELuís Roberto Barroso. O tribunal, inclusive, já havia desmentido boatos disseminados pelo presidente na transmissão.