Deputado compara "contragolpe" de Bolsonaro a ação do Talibã: "Aqui não é Afeganistão"

Bolsonaro divulgou mensagem em lista de transmissão no WhatsApp que fala em “provável e necessário contragolpe” no dia 7 de setembro

Jair Bolsonaro (Foto: Júlio Nascimento/PR)
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A mensagem em que Jair Bolsonaro (Sem partido) fala em convocar as Forças Armadas para um "contragolpe" no próximo dia 7 de setembro, divulgada em grupo bolsonarista na noite deste domingo (15), já causa reação no Congresso.

Em tuíte na madrugada desta segunda-feira (16), o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) comparou a ação orquestrada por Bolsonaro à ação do grupo fundamentalista Talibã, que assumiu o controle do Afeganistão por meio da luta armada.

"Gravíssimo o teor dessa mensagem enviada por Bolsonaro via WhatsApp. É preciso uma resposta pelos meios democráticos, mas firme, não é possível tolerar ameaças e aventuras golpistas. Brasil não é Afeganistão. Fora Talibã bolsonarista", tuitou Valente.

https://twitter.com/IvanValente/status/1427103513805529091

Segundo o deputado, não se trata de um contragolpe, já que o golpista é o presidente da República.

"Bolsonaro envia mensagem no WhatsApp sobre “provável e necessário contragolpe”. Primeiro não é contragolpe, é golpe. O golpista é ele. Segundo, é hora de união em defesa da democracia, povo brasileiro não pode tolerar golpistas. Lugar de golpista é na cadeia".

https://twitter.com/IvanValente/status/1427097560313913345

"Provável e necessário contragolpe”
Informações divulgadas pelo jornalista Guilherme Amado, no site Metrópoles na noite deste domingo, revelam que Jair Bolsonaro divulgou mensagem em lista de transmissão no WhatsApp que fala em “provável e necessário contragolpe”.

A data do “contragolpe” seria o dia 7 de setembro, quando apoiadores estariam articulando uma mobilização contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso inclui o sistema eleitoral e a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. Nas milícias digitais se fala em invasão da Embaixada da China, enquanto o cantor Sérgio Reis prega em áudio vazado invasão do STF.

O texto golpista difundido por Bolsonaro é assinado por um grupo de apoiadores chamado “Ativistas Direita Volver”.