Sancionado pelo então prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em dezembro de 2020, o salário do atual chefe do executivo paulistano, Ricardo Nunes (MDB), teve um aumento de 46,6%. Seus vencimentos passam, a partir deste sábado (1), de R$ 24 mil para R$ 35 mil.
A prefeitura tenta justificar a medida, argumentando que a alteração corrige ganhos de categorias importantes, como os auditores fiscais, e que isso evita a perda de profissionais qualificados para a iniciativa privada.
O novo valor passa a ser, também, o teto salarial dos servidores públicos municipais no topo da carreira. A prefeitura projeta que os custos para os cofres públicos deverão chegar a R$ 51 milhões a mais.
O salário do vice-prefeito terá aumento de 47% e dos secretários, quase 53%.
Na época, em que foi aprovado, a Câmara de Vereadores informou que o projeto de lei tratava da correção dos subsídios “do prefeito, vice-prefeito e secretários em patamar abaixo da inflação acumulada no período” dos últimos oito anos.
Cláudio Fonseca, presidente do sindicato que representa os profissionais da área de educação do município, declarou que a prefeitura não pode se preocupar apenas com os servidores que já têm os salários altos.
“É hora de valorizar a educação, a saúde, as áreas sociais. Depois de um período longo de pandemia a população precisa de serviço público e de servidor público”, disse, em entrevista ao G1.
Mais aumento
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), prefeito em exercício, sancionou a lei que assegura gratificações que podem atingir R$ 30 milhões por ano para servidores em cargos de chefia e procuradores da Casa.
A lei prevê que o ganho a mais pode ultrapassar o teto salarial, estabelecido com base no salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 35,5 mil. Com isso, os procuradores podem chegar a receber R$ 41,1 mil.