Bolsonaro recorre através da AGU para fugir de depoimento na Polícia Federal

Alexandre de Moraes determinou depoimento do presidente para esta sexta-feira, para se explicar por vazamento de dados sigilosos

Jair Bolsonaro (Isaac Nóbrega/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu que vai recorrer, através da Advocacia Geral da União (AGU), da decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes, que determinou seu depoimento para esta sexta-feira (28), na sede da Polícia Federal, em Brasília, às 14h.

A AGU foi acionada e vai recorrer ao plenário do STF, para que decida se o presidente pode prestar esclarecimentos por escrito. O pedido se baseia em precedentes da própria Corte, quando houve manifestação de outros presidentes. A AGU pedirá a suspensão de sua oitiva, até o julgamento do mérito deste recurso.

Bolsonaro tem dito a interlocutores próximos que estaria sofrendo perseguição por parte de Alexandre de Moraes, com a intenção de humilhá-lo. O presidente teria dito ainda que Moraes dá à Presidência da República um “tratamento que nunca deu nem a traficante de drogas” e que quer “botar fogo no Brasil e depois colocar a culpa em mim”.

Depoimento marcado para esta sexta

Alexandre de Moraes determinou na tarde desta quinta-feira (27) que Bolsonaro vá prestar depoimento nesta sexta, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, no caso do vazamento de dados sigilosos em que o ocupante do Palácio do Planalto divulgou informações de um inquérito da PF sob sigilo de justiça.

Bolsonaro já havia pedido a Moraes para que fosse dispensado do depoimento, ainda no ano passado, mas o magistrado do STF negou e determinou que sua oitiva deveria acontecer até 28 de janeiro de 2022. Como Bolsonaro não agendou o depoimento e o prazo se encerra nesta sexta (28), o magistrado ordenou que o chefe de Estado respeite a data e compareça para ser ouvido.

Com informações da coluna de Bela Megale