OPERAÇÃO LAVA JATO

Moro se diz perseguido e considera “risível” ação em que se tornou réu

Ex-juiz reagiu à ação movida por deputados do PT que o considera “um dos grandes responsáveis pelo rastro luminoso de destruição e de miséria que o lavajatismo deixou no país”

Sergio Moro.Créditos: Eduardo Matysiak
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O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), achou “risível” a ação popular movida por deputados do PT que pede reparação por prejuízos financeiros, políticos e morais ao patrimônio público nacional, em especial à Petrobras, e à Justiça brasileira.

Apesar da reação de Moro, o juiz Charles Renaud Frazão de Morais, da 2ª Vara Federal Cível de Brasília, recebeu a ação popular movida por deputados federais do PT e transformou em réu o ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moro afirmou que “a decisão do juiz de citar-me não envolve qualquer juízo de valor sobre a ação. Todo mundo sabe que o que prejudica a economia é a corrupção e não o combate a ela. Todos que lutaram contra a corrupção serão perseguidos na ‘democracia petista’”.

A ação

A ação foi uma iniciativa dos deputados Rui Falcão (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF), José Guimarães (PT-CE), Natália Bonavides (PT-RN) e Paulo Pimenta (PT-RS) e é assinada pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas.

"Moro é um dos grandes responsáveis pelo rastro luminoso de destruição e de miséria que o lavajatismo deixou no país.
Foram quase 5 milhões de desempregos e aproximadamente R$ 200 bilhões de prejuízos à nossa economia. Precisa, pois, responder pelos atos que praticou na condução da força-tarefa de Curitiba. Terá direito à presunção de inocência e ao livre e sagrado exercício do direito de defesa, princípios que nunca respeitou na sua vida profissional. Agora como réu terá a oportunidade de refletir sobre o mal que provocou ao país", diz Marco Aurélio.