GUARUJÁ

"Triplex" atribuído a Lula é sorteado nas redes

Operação Lava-Jato, do Ministério Público Federal, que agia em conluio com Sergio Moro, nunca conseguiu comprovar que o ex-presidente Lula tenha morado no apartamento. O STF decidiu que o ex-juiz foi parcial em seu julgamento e anulou todas as provas do caso

Apartamento Triplex no GuarujáCréditos: Reprodução
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O empresário Fernando Gontijo que arrematou o apartamento tríplex em Guarujá -  cujo imóvel o ex-juiz Sergio Moro dizia ser do ex-presidente Lula (PT) no âmbito da Operação Lava Jato -  decidiu sorteá-lo pela internet neste sábado (28).

O sorteio do imóvel arrematado por R$ 2,2 milhões em leilão da Lava Jato em 2018 será feito por meio da plataforma Pancadão de Prêmios (pancadao.com.br). Os interessados em participar precisam assinar o site por valor a partir de R$ 19,90 até 23h59 de sexta-feira (27).

"Esse imóvel tem seu próprio valor, que é o de qualquer outro com 215 metros quadrados na praia do Guarujá, e tem também o valor histórico, de ter sido motivo de tanta controvérsia na história recente do nosso país", diz Fernando Gontijo, proprietário do imóvel.

Sem levar em conta as despesas futuras de condomínio e IPTU, o empresário disse ainda que ficaria feliz se o triplex "acabasse nas mãos de uma família pobre, que pudesse mudar para sempre a vida dessa família, e assim chegasse a seu enredo final", completa.

Segundo om empresário, as dívidas de condomínio contraídas pelo imóvel já foram saldadas por ele.

O tríplex do condomínio Solaris tem quatro dormitórios (sendo duas suítes), sala com varanda, piscina, churrasqueira e duas vagas de garagem. Um elevador integra os três andares.

 

Histórico


A Operação Lava-Jato, do Ministério Público Federal, que agia em conluio com Sergio Moro, nunca conseguiu comprovar que o ex-presidente Lula tenha morado no apartamento. O nome do petista sequer apareceu na escritura da propriedade.

Apesar da falta de evidência, Moro condenou Lula a 8 anos e 10 meses de prisão, retirando o direto do ex-presidente de disputar as eleições presidenciais de 2018. 

Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que Moro foi parcial em seu julgamento e anulou todas as provas do caso.