VIOLÊNCIA

Ciro repudia tentativa de agressão de bolsonaristas a Lula e fala em "polarização raivosa"

Presidenciável do PDT aproveitou a nota de repúdio para criticar "grupamento radical de prováveis lulistas", resgatando confusão registrada na avenida Paulista

Lula e Ciro Gomes em 2020.Créditos: Ricardo Stuckert
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O candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, foi às redes sociais nesta sexta-feira (6) para repudiar a tentativa de agressão, por parte de um grupo bolsonarista, ao ex-presidente Lula (PT) em Campinas na quinta-feira (5). 

Ao divulgar seu repúdio, Ciro, no entanto, falou em "polarização raivosa" e citou "grupamento radical de prováveis lulistas", em referência à ocasião em que foi vaiado e hostilizado por manifestantes em um protesto contra Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em outubro de 2021. 

"Repudio a tentativa de agressão física a Lula, em Campinas, produzida pela militância raivosa e autoritária de Bolsonaro. Eu sei bem o que é isso porque fui atacado por uma corja bolsonarista, em Ribeirão, e por um grupamento radical de prováveis lulistas, na Paulista", escreveu o pedetista. 

"Não surpreende que o clima de ódio, criado pela polarização raivosa e despolitizada que domina o país, comece a gerar estes lamentáveis incidentes. Ainda é hora de refletirmos e cobrarmos serenidade para evitar que o ambiente se torne insustentável", prosseguiu. 

Tentativa de ataque a Lula 

Um grupo de bolsonaristas tentou interceptar a comitiva em que estava o ex-presidente Lula, em Campinas, nesta quinta-feira (5). Algumas dezenas de homens e mulheres com roupas e acessórios nas cores verde e amarela chegaram a entrar na frente da coluna de automóveis que levava o petista, gritando palavrões e com comportamento agressivo. A equipe de segurança precisou agir com firmeza para permitir a passagem dos carros e proteger a integridade do homem que governou o Brasil por oito anos.

Num dos momentos mais tensos, um grupo de guarda-costas do ex-chefe de Estado precisou tomar a frente dos carros na via, e um deles aparece com uma submetralhadora.

Tema constante nas discussões internas do PT, a segurança de Lula vem passando por constantes modificações e sendo cada vez mais reforçada por conta da possibilidade de atentados contra o candidato de esquerda por parte dos seguidores fanáticos e ultrarreacionários do presidente Jair Bolsonaro.